10/08/2022

Como a Covid-19 impactou a visão dos consumidores sobre saúde e seguros

De acordo com uma pesquisa da Swiss Re, preço é o fator mais importante nas decisões de compra de seguros para os entrevistados no Brasil
covid-19

Com a pandemia, quais são as novas prioridades para os consumidores? Quais são suas principais preocupações e considerações ao comprar um seguro? Estamos prontos para enfrentar uma crise semelhante no futuro? Como os resseguradores podem ajudar a tornar as sociedades mais resilientes?

A pesquisa global de consumo Covid-19 da Swiss Re 2022 explorou o impacto da pandemia no comportamento dos consumidores e as implicações resultantes nos negócios de Vida & Saúde. Em janeiro e fevereiro de 2022, a empresa fez uma parceria com a Ipsos para conduzir uma terceira série de pesquisas sobre consumo relacionado à Covid-19. A pesquisa deste ano é uma extensão dos estudos de 2021 e 2020, que se concentraram especificamente na Ásia-Pacífico. Além disso, a pesquisa de 2022 cobre 20 mercados em todo o mundo, com uma amostra total de 11.000 entrevistados.

Os resultados globais do relatório incluem:

– Os consumidores estão mais preocupados com sua resiliência em relação à saúde física e mental devido à pandemia;

– Em mercados emergentes, características como flexibilidade, cobertura única e adicional, assim como serviços, também são relevantes em decisões de compra de seguros;

– Os pontos de contato digitais para gestão da saúde ganham popularidade enquanto os consumidores olham além da compra online e da gestão de apólices de seguro.

Esta pesquisa também inclui conclusões-chave para o Brasil, como por exemplo:

– Os consumidores estão mais preocupados com sua resiliência em relação à saúde física e mental devido à pandemia. O Brasil teve um dos maiores número de entrevistados respondendo que estão mais preocupados (63%), e mais ainda entre os jovens adultos (25 a 34) com 71%.

– A Covid-19 foi um catalisador para que as pessoas fizessem check-up médico mais regularmente, em especial em mercados emergentes (46%); 45% dos entrevistados no Brasil disseram que planejam fazer check-up médico com mais frequência.

– 43% dos entrevistados no Brasil relataram deterioração de seu estado de saúde mental nos últimos 12 meses. Isto aponta para um papel crescente das seguradoras para ajudar os clientes a encontrar caminhos para melhorar sua resiliência mental.

– Em termos de tomar medidas para administrar questões de saúde mental, 64% dos entrevistados nos mercados emergentes disseram ter procurado apoio desde o início da pandemia, No Brasil, esse indicador foi um pouco menor (60%).

– O preço é o fator mais importante nas decisões de compra de seguros para os entrevistados no Brasil (75%).

– O impacto da pandemia no comportamento futuro de compra de seguros mostra que o principal fator de influência para brasileiros é estar atento quanto a ter cobertura de seguros para diferentes áreas da vida (40%) e investir em apólices com cobertura mais abrangente (35%).

– Os participantes da pesquisa no Brasil revelaram ser atraídos principalmente pelas características de aplicativos que os ajudam a melhorar sua saúde (27%) e a receber aconselhamento de saúde (25%).

– Os canais digitais de rastreamento de saúde e as interações com seguradoras e serviços de saúde ganharam força entre todas as faixas etárias no Brasil desde o início da pandemia, diferentemente da média global, que mostra que a maior parte do crescimento foi entre as respondentes mais jovens.

– No Brasil, os respondentes expressaram maior interesse em programas de melhoria da saúde mental (29%), seguidos pela melhoria da saúde física (20%).
As plataformas online se destacam como o canal de compra de seguros dominante em todo o mundo. Mas os entrevistados da pesquisa citaram agentes e corretores como a principal forma de compra de seguros no Brasil, com 48%. Apenas 34% dos entrevistados adquiriram seguros nos últimos seis meses por meio dos sites e aplicativos das seguradoras.

– O uso de canais digitais pelos consumidores para acessar serviços de saúde está ganhando força no Brasil, com cerca de 50% dos entrevistados afirmando que planejam utilizar serviços de telesaúde ou videoconferência para estes fins no futuro.

– Os entrevistados da pesquisa expressaram particular interesse em usar mais canais digitais para gerenciar sua cobertura (53%) e para buscar seguros novos ou adicionais (52%), e baixar o aplicativo do provedor de seguros (53%).

Em geral, a pandemia de Covid-19 tem sido um apelo à ação e uma oportunidade para os resseguradores ajudarem a construir a resiliência social.

O relatório completo está disponível no link.

N.F.
Revista Apólice