10/08/2022

Gestão de sinistros: 4 boas práticas para o corretor

Com algumas estratégias, o corretor pode e deve auxiliar seus segurados para a prevenção e diminuição de riscos de acidentes
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Você sabia? Segundo um relatório realizado pela Seguradora Líder, o período do carnaval é um dos mais propensos a acidentes. Consequentemente, com esse aumento de acidentes, há também o aumento da sinistralidade nos seguros.

Somente nos últimos anos, de 2006 a 2012, as ocorrências de acidentes envolvendo o setor de seguros para veículos tiveram um crescimento significativo de 84,7%.

Essa realidade, além de preocupante para todas as pessoas, requer também um cuidado especial por parte dos corretores de seguros. Afinal, além de procurar oferecer a melhor cotação e possibilidade de seguro para o cliente no período de maior recorrência desses eventos, o corretor também pode e deve auxiliar na prevenção e diminuição de riscos de acidentes. Aí que entra a gestão de sinistros!

Neste artigo elencamos 4 boas práticas de gestão de sinistros que você pode adotar em sua corretora.

O que é gestão de sinistros?

Quem já é familiarizado com o tema sabe: a palavra sinistro está relacionada a prejuízos, imprevistos e acidentes. Todo evento que envolva, portanto, a necessidade da indenização ou uso do seguro por parte do segurado caracteriza-se como sinistro.

Dessa forma, a gestão de sinistros é uma estratégia para diminuir significativamente os gastos operacionais que envolvam a sinistralidade. Ou seja, além de contribuir para que o “imprevisto” não aconteça, com essa prática o corretor também se aproxima do seu cliente, auxiliando a reduzir os custos e eventuais gastos com a seguradora.

Outro benefício da gestão de sinistros é a visão geral que sua corretora pode ter da sua carteira de clientes, que auxiliará você a identificar pontos de oportunidades de venda de seguros para os seus clientes e também de novos negócios.

Veja algumas práticas que podem ser de fácil execução no seu dia a dia:

Mapeamento de riscos e períodos de maior sinistralidade

Como falamos anteriormente, o carnaval é um período de aumento significativo de acidentes e da sinistralidade. Seja a sua carteira de clientes voltada para seguros de saúde, residencial ou automotivo, este é um período em que há uma procura maior pela aquisição de seguros.

Faça um mapeamento periódico de riscos especiais que envolvam este período e outros períodos do ano, como o ano novo, o natal, de maior risco. Com todas estas informações é mais fácil identificar quais imprevistos seus prospects podem estar mais expostos e, assim, estabelecer o tipo de seguro mais recomendado para a sua necessidade.

O mapeamento de riscos também envolve a análise da taxa de sinistros, o que pode auxiliar você no entendimento dos custos assistenciais de cada seguradora e, consequentemente, da melhor opção de seguro para o seu cliente.

Guias de prevenção

Um outro ponto muito importante na gestão de sinistros é a constante revisão das políticas e fatores que envolvem a sinistralidade, tais como o reembolso e a coparticipação, por exemplo, e as atualizações das seguradoras quanto a estes tópicos.

Com essa análise recorrente, você estará apto a criar outros materiais que podem ser bem utilizados pelos seus clientes, tais como os guias de prevenção.

Os guias de prevenção de sinistralidade nada mais são que direcionais que podem auxiliar o segurado de acordo com cada apólice de seguro que a sua corretora tem a oferecer.

Detalhe medidas preventivas que possam ser adotadas pelo segurado em viagens de carro, por exemplo, caso o seguro que você trabalhe seja o seguro auto. Ofereça dicas de segurança do imóvel residencial, se você for corretor de seguros residenciais, etc.

Ao oferecer um material com informações sobre cada tipo de cobertura, você tornará o processo de contratação do serviço mais completo, aumentando a possibilidade de fechamento de contrato, além de reforçar o seu compromisso com a segurança do seu cliente.

Exames preventivos

Você também pode orientar seus clientes sobre a necessidade de incentivar os exames preventivos. Se você oferece venda de seguros empresariais, por exemplo, essa é uma prática que pode ser adotada de maneira rotineira. Além de fidelizar o seu cliente, dessa forma, também pode haver uma melhora na taxa de sinistralidade, favorecendo tanto a empresa que é sua cliente, quanto a seguradora.

Fortaleça seus canais de comunicação

É fundamental que seu cliente saiba que há um canal aberto de diálogo com a sua corretora. Isso reforça que para muito além da venda, você se preocupa com a proteção do seu cliente e que o propósito da sua corretora está, também, em oferecer mais segurança nos períodos de maiores riscos.

Tenha um canal de comunicação para que ele possa entrar em contato sempre que houver alguma emergência. Assim, você garante sua credibilidade e aumenta a confiança do segurado em seus serviços.

* Fonte: SegFy