14/08/2022

Betterfly quer engajar colaboradores com prevenção e impacto social

Insurtech chilena chega ao Brasil para estimular ações de bem-estar, proteção financeira e impacto social com gameficação
betterfly
Caio Ribeiro

EXCLUSIVO –Depois de passar por uma situação trágica (morte do pai) e dificuldades financeiras, o chileno Eduardo della Maggiora decidiu investir na plataforma Burn to Give, em um modelo que evoluiu para a Betterfly, uma plataforma de bem-estar, proteção financeira e impacto social. A operação no Brasil foi iniciada há 2 meses e segue a linha da matriz no Chile: através dos três ‘p’ – prevenção, proteção e propósito – criar um ciclo virtuoso que oferece apoio em áreas complementares, como telemedicina, telenutrição, seguro de vida, impacto social e gamificação, por exemplo.

Caio Ribeiro, diretor geral da operação no Brasil, explica que “à medida que você se exercita e cuida de você, caminhando, bebendo água, aumenta a cobertura do seguro de vida e, ao mesmo tempo, sem competir, você ganha moedas virtuais que podem ser doadas para instituições e causas sociais previamente selecionadas pela plataforma. Isso se traduz em uma plataforma digital em que os usuários tem a possibilidade de interagir para cuidar do seu bem-estar e gerar a capacidade de ajudar o próximo”.

O produto é distribuído no modelo B2B2C, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores das empresas, que adquirem as licenças para uso interno ou como assistência para parceiros.

“No ambiente corporativo, a gameficação é muito produtiva e pode gera um ranking interno das empresas, cujas competições podem ser de quem gasta mais calorias ou quem faz mais exercícios ou colabora mais com Bettercoins (moeda gerada dentro do app)”, pontua Ribeiro.

Dentro do aplicativo o usuário escolhe quem ele deseja ajudar. “Fizemos um levantamento de instituições que vão trabalhar conosco, como Hospital Pequeno Princípe e Ação Cidadania, no Brasil. Queremos trazer mais ONG’s e mais causas plurais na plataforma. As grandes empresas que já têm suas causas apoiadas podem trazê-las para a plataforma”, ressalta Ribeiro.

Depois de dois anos difíceis, a pauta ASG (Ambiental, Social e Governança) tem sido um grande tema, mas as empresas têm dificuldade de como engajar suas estruturas. “Na Betterfly temos uma missão de impacto e somos certificados como B-Corp (empresa que visa como modelo de negócio o desenvolvimento social e ambiental. O conceito foi criado em 2006 nos Estados Unidos pela B-Labs, que tinha como foco redefinir a noção de sucesso de uma empresa). “Para cumprir com nossa missão com as pessoas e o planeta temos um Chief Impact Officer, cujo trabalho é orientar e guiar a Betterfly para gerar maior impacto social”, pontua o diretor geral.

Os planos da empresa no Brasil são audaciosos. O objetivo é chegar ao final de 2022 com dois milhões de famílias protegidas. O seu planejamento global inclui atuação no México, Equador, Colômbia, além do Chile (sede). Para 2025, o objetivo é proteger 100 milhões de famílias em nível global.

O custo unitário pode variar de acordo com a quantidade de funcionários, mas a partir de R$ 30,00/mês é possível ter uma solução que engloba todo o guarda-chuva.

É um valor acessível para as empresas que desejam gerar engajamento, diminuição de absenteísmo, proteção pela ausência e ainda ajudando a sociedade.

Os valores da cobertura securitária são R$ 5mil por morte natural, R$ 15 mil por morte acidental e R$ 35 para invalidez. Estes valores podem ser ampliados de acordo com os bons hábitos dos beneficiários, podendo chegar a R$ 40 mil de cobertura para morte natural.

Kelly Lubiato
Revista Apólice