05/07/2022

Com a pandemia, mais jovens passam a procurar proteção no seguro de vida

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EXCLUSIVO – A sensação de vulnerabilidade ocasionada pela pandemia de Covid-19 fez com que muitas pessoas, incluindo os mais jovens, despertassem para a necessidade de estarem protegidas. De acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o seguro de vida individual cresceu 29,4% no acumulado entre janeiro e novembro de 2021.

O seguro de vida é um produto que oferece proteção financeira em caso de invalidez, ou seja, quando uma pessoa fica impossibilitada de trabalhar, por conta de acidentes ou doenças e também em caso de morte. Além disso, alguns seguros oferecem benefícios financeiros ainda em vida, que podem ser utilizados no tratamento de casos de doenças graves, como câncer e AVC. “A pandemia mudou a perspectiva do brasileiro sobre seguro de vida. Antigamente, falar sobre esse produto era um pouco tabu. A Covid-19 nos fez olharmos para ele de outra forma, enxergando o seu papel de protetor da renda familiar”, afirma Alfeo Marchi, diretor de mercado da MAG Seguros.

Segundo Carlos Eduardo Gondim, diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro, a seguradora registrou um aumento de 60% nas contratações de seguro de vida por parte das empresas para estagiários. Este crescimento está diretamente ligado à Lei 11.788, que exige que as empresas ofereçam aos seus estagiários um seguro de vida contra acidentes pessoais. Além disso, nas propostas analisadas entre março de 2020 e junho 2021, entre os homens a faixa etária que mais procura contratar um seguro de vida é a dos 30 a 39 anos, já entre as mulheres a faixa etária que mais procura é ainda menor, entre 20 a 29 anos. “Para este público, uma experiência personalizada pode ser mais interessante. Com isso, além de receber uma oferta mais adequada para o seu perfil e momento, o cliente tem liberdade e flexibilidade para escolher o valor das coberturas de cada uma das proteções selecionadas”.

Na carteira de seguro de vida da Omint, o público com até 20 anos cresceu em 128% entre o início de 2020 e janeiro deste ano. Na faixa de até 25 anos, o aumento foi de 36% e na de até 30 anos o impulso foi de 25%. “Trata-se de um poderoso instrumento de finanças pessoais para que ele tenha a tão sonhada independência financeira e deixe seus investimentos muito bem guardados para realizar seus sonhos. Caso ocorra em vida algum contratempo coberto em apólice, ele não precisará renunciar ao dinheiro que guardou com tanto afinco para realizar seus objetivos”, afirma Carlos Faria, gerente de Produtos da companhia.

Uma pesquisa do Conselho Nacional da Juventude apontou que o medo de perder um familiar preocupa 75% dos jovens brasileiros, e 48% temem por perder sua saúde. Para Rodrigo Borges, superintendente Comercial e de Produtos Vida, Previdência e Ramos Elementares da Seguros Unimed, é preciso demonstrar que o seguro de vida faz parte do planejamento financeiro, tornando-o mais fácil. “Aqui na companhia oferecemos diversos benefícios para quem contrata uma apólice. Com o Clube de Vantagens da empresa, Além de descontos em compras, ele também oferece cursos gratuitos para os beneficiários”.

Contudo, Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, ressalta que apesar do segmento ter registrado uma expansão considerável nos últimos anos, uma grande parcela dos brasileiros ainda não considera o seguro de vida um item primordial para o seu planejamento financeiro, o que significa que ainda há muito espaço para crescimento. “Nesse cenário, os corretores podem procurar trazer exemplos reais de como o produto ajuda a absorver impactos excepcionais no nosso cotidiano, contribuindo para que tenhamos uma vida mais previsível e equilibrada. Pensando nisso, o corretor deve prestar ao atual ou futuro cliente uma consultoria que o ajude a construir a apólice ideal para suas necessidades, além de estimulá-lo a reavaliar periodicamente o nível de proteção de que dispõe, para saber se está aderente aos objetivos do seu planejamento financeiro”.

Nicole Fraga
Revista Apólice