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(FOTO: Assessoria Grupo Seta)

EXCLUSIVO – Todos os brasileiros que são proprietários de um automóvel sabem que nunca foi tão caro abastecer o carro. Com o crescimento dos preços nas refinarias, o litro da gasolina já acumula uma alta de 74% em 2021. Além disso, o diesel também subiu 65% desde o início do ano, puxando com eles também o valor do etanol. Esses índices estão fazendo com que muitas pessoas adaptem seu veículo para o GNV (Gás Natural Veicular). Segundo dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), mais de 160 mil conversões foram realizadas entre janeiro e setembro, ante 86 mil adaptações feitas no mesmo período do ano passado.

Entretanto, caso o motorista opte por fazer essa adaptação e conte com uma apólice de seguro automóvel, é preciso estar atento para que, caso ocorra algum sinistro, a indenização não seja negada pela seguradora. “Converter o motor do carro para GNV e esquecer-se de alterar a apólice do seguro pode gerar muitos problemas em caso de sinistro. É muito importante estar segurado da maneira correta logo quando se faz a conversão. Imagina se alguém bate no veículo e danifica o kit gás? Se o seguro não tiver a cobertura para GNV, esse prejuízo não poderá ser ressarcido. A mesma coisa ocorre em relação a roubo. Sem a proteção correta, o valor do kit não poderá ser indenizado”, afirma Marcelo Moura, diretor de automóvel e Massificados da HDI.

O Gás Natural Veicular é um combustível alternativo para automóveis de passeio e alguns comerciais leves, sendo proveniente da extração de petróleo e de certos minerais e tendo como base o metano. Além de ser ecologicamente correto, pois ele emite 65% menos de monóxido de carbono que a gasolina, geralmente ele é mais barato. Um levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo) entre 7 e 13 de novembro constatou que o preço médio nacional do GNV estava em R$ 4,27 por m³, enquanto o litro da gasolina R$ 6,75.

Segundo Pedro Souza Pimenta, diretor de Automóveis da Mapfre, é condição no contrato de seguro que qualquer alteração no risco deve ser formalizada à seguradora, sejam dados sobre o veículo, o condutor ou o segurado, pois isso pode mudar, inclusive, o critério de aceitação do risco. “Em geral, o aumento da precificação está associado ao custo da cobertura do equipamento instalado. Caso o segurado não faça a comunicação ele não terá direito a qualquer indenização desse equipamento em caso de perda integral ou parcial do mesmo. O seguro em geral oferece cobertura a danos parciais ou totais ao equipamento instalado, desde que o mesmo esteja devidamente regulamentado em relação a legislação vigente”, diz.

Para Luiz Padial, diretor de Automóvel da Tokio Marine, a consultoria do corretor é fundamental para a explicação de todos os itens da proposta na apólice de seguro e a atualização constante do contrato, evitando que o segurado saia no prejuízo. “O corretor sempre irá orientar o cliente a fazer a melhor escolha. Além disso, aqui na companhia nós já trabalhamos com a cobertura automática para garantir a reposição do bem aos nossos clientes”, ressalta.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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