17/08/2022

BS2 entra no segmento de seguros e amplia portfólio para empresas

seguro

O Banco BS2 acabou de anunciar a criação de uma seguradora própria voltada para o segmento PJ. Fundada em parceria com o grupo sul-africano Traficc, a seguradora vai atuar no mercado B2B2C nos ramos de Vida e Elementares e pretende ganhar mercado rapidamente por meio da oferta de soluções ágeis e personalizadas, especialmente para o público das PME’s. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 1 bilhão em cinco anos.

A iniciativa converge com a estratégia do BS2 de ser um banco referência para empresas. “Nossos movimentos recentes vão todos nessa direção. Ampliamos nossa oferta de crédito com a aquisição da plataforma Weel. Já tínhamos soluções de banking, cambio, investimentos e toda uma estrutura de APIs à disposição dos clientes. Faltava seguros”, diz Marcos Magalhães, CEO da empresa.

A personalização da oferta é uma das principais apostas da nova seguradora para ganhar mercado. Para Adriano Romano, executivo escolhido para comandar a JV, a ideia é subverter a lógica de como o mercado opera. “Hoje não existe seguradora focada em PME’s no Brasil. O que existe são produtos adaptados, criados originalmente para as grandes empresas. Queremos quebrar esse modo de operação”, comenta.

O negócio foi estruturado para atender não somente os clientes do BS2, mas o mercado em geral. “Chegamos fortes para fazer a diferença nos nichos onde decidimos atuar. Apostamos em uma operação enxuta, ágil, criativa e comercialmente agressiva”, explica Romano. Ele conta que o alvo são exatamente aquelas empresas que ficaram à margem da atuação das grandes seguradoras.

Romano, além de assumir a posição de CEO e sócio da nova seguradora, é também o representante do Grupo Traficc na operação. Formado em administração de empresas e atuária, com mestrados pelo IE da Espanha, Université Sorbonne e London Business School, possui larga experiência no ramo. Foi diretor de Tecnologia e Operações da Cigna na Espanha e CEO da Chubb no Equador. No Brasil, comandou a Luiza Seg, além de ser presidente e CEO da Cardif (BNP Paribas) instituição que liderou por mais de 10 anos. Nos últimos 3 anos foi o CEO da Sugaree Insurance Company (Bermuda) para a América Latina.

A operação está sob análise da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

N.F.
Revista Apólice