longevidade

EXCLUSIVO – A longevidade da população mundial está cada vez aumentando mais. Para debater a importância do envelhecimento saudável e os estereótipos acerca da velhice, o Centro Internacional da Longevidade Brasil (ILC-BR) organizou o IX Fórum Internacional da Longevidade, que contou com o apoio da Bradesco Seguros. O evento reúne remotamente diversos especialistas da área para falar sobre os desafios que a população idosa enfrenta na sua rotina.

No final da tarde de ontem, 04 de novembro, ocorreu a transmissão ao vivo do painel de estréia do evento, que teve como tema “Os desafios do Idadismo”. Participaram da conversa Amal Abou Rafeh, chefe do Programa sobre Envelhecimento das Nações Unidas (ONU); Marília Berzins, do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE); Egídio Dórea, coordenador do projeto “Envelhecimento Ativo” da USP; Maurício Einstoss, coordenador do projeto ILC-BR contra o Idadismo; e Yeda Duarte, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenadora do estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). A mediação do debate ficou por conta de Alexandre Kalache, presidente do ILC-BR e consultor de longevidade da Bradesco Seguros.

A discriminação na terceira idade é mais comum do que se imagina. De acordo com o Relatório Mundial Sobre Idadismo, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada duas pessoas no mundo já apresentou ações discriminatórias que pioram a saúde física e mental dos idosos. No Brasil, 16,8% da população com mais de 50 anos já se sentiram vítima de algum tipo de discriminação por estarem envelhecendo. O levantamento entrevistou 80 mil pessoas de 57 países.

“A idade é uma das primeiras coisas que reparamos nas pessoas, e o simples fato de categorizar um indivíduo trás um grande prejuízo para a sociedade. – Precisamos falar sobre o envelhecimento de forma saudável, por isso é mais que fundamental deixar todos os estereótipos para trás. A longevidade é um processo da vida e devemos respeitá-la. Para isso, revemos disseminar conhecimento sobre os desafios do idadismo e suas implicações”, afirmou Marília.

A segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil, feita pelo Sesc São Paulo e a Fundação Perseu Abramo, apontou que 18% dos idosos afirmaram terem sido discriminados ou maltratados em um serviço de saúde. O estudo ouviu 4.144 brasileiros, 2.369 deles com mais de 60 anos, e foi realizada entre janeiro e março de 2020. “Os idosos são vistos como pessoas que dependem de outra pessoa, o que é uma inverdade. Mais de 75% da população idosa é independente. Apesar de termos tido um avanço regulatório, como a criação do Estatuto do Idoso em 2004, falta praticidade na rotina das pessoas com mais de 60 anos e, muitas vezes, acessibilidade tanto em locais públicos ou privados”.

Dada a relevância do tema, a economia prateada e a importância do idoso na sociedade é um assunto que já vem sido tratado pelo mercado de seguros. A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) publicou o estudo “Público sênior, oportunidades e desafios para o mercado segurador – Fase II” com o objetivo de oferecer insights às seguradoras a fim de ampliar a oferta de produtos e serviços a esta faixa etária. “Devemos focar na elaboração e implementação de políticas e leis pensadas no idoso, educação sobre longevidade, promover parcerias entre as organizações do nosso setor para combater esse desafio. Afinal, seguro tem a ver com proteção e inclusão de toda a sociedade”, destacou Kalache.

O evento foi dividido em seis módulos, um por semana, ao longo dos meses de novembro e dezembro. As lives serão transmitidas pela plataforma de lives da Bradesco Seguros e seu canal do YouTube.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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