distribuição

EXCLUSIVO – No primeiro dia do CQCS Insurtech & Innovation a distribuição de seguros teve o seu lugar. Se no período da manhã ficou clara a necessidade da presença do corretor de seguros, na palestra do consultor italiano Matteo Carbone, no período da tarde foi a vez dos players nacionais discutirem sua atuação. Diogo Arndt, CEO da Rede Lojacorr abriu o painel sobre distribuição, falando sobre a experiência de juntar o melhor do digital com o atendimento humano, ainda valorizado pelo consumidor. “A habilidade do corretor aliada à tecnologia é igual a superpoderes de distribuição”, resumiu o executivo.

Helio Opipari, presidente da Associação das Consultorias e Assessorias de Seguros de São Paulo, falou sobre o modelo de distribuição com assessorias de seguros, que teve início com a terceirização de alguns serviços pelas seguradoras, principalmente ligadas ao canal comercial. “O atendimento das assessorias não implica em nenhum tipo de custo para os corretores de seguros, pois elas são remuneradas pelas seguradoras. Por outro lado, as seguradoras conseguem diminuir seus custos e estruturas físicas, com acesso a uma grade de corretores maior”, declarou o presidente da Aconseg/SP. O desafio para todos os entes do mercado é apoiar o corretor de seguros de forma eficiente.

Fernando Rodrigues, CEO da Quiver, falou sobre a tecnologia dominando o mercado de seguros, um setor diferenciado e competitivo, com produto intangível. A empresa participa de 35% dos negócios do mercado de seguros, com 41 mil usuários diretos. Ele lembrou que o corretor de seguros é o dono do relacionamento, mas necessita avaliar os dados para conhecer melhor as necessidades dos consumidores.

Por fim, José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, ofereceu a visão de um segurador. Como desafio na distribuição de seguros ele citou a SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguros), uma nova oportunidade que ninguém ainda sabe como funcionam exatamente. “A partir do momento em que ela conhecer a jornada do cliente, ela pode passar a oferecer produtos que hoje são comercializados pelos canais atuais”.

O corretor deve procurar a diversificação das suas vendas, estimulando o cross-selling. “Para o corretor conectado não há fronteiras para prospectar”, apontou Ferrara.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

Deixe uma resposta