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EXCLUSIVO – Quando chega o mês de novembro todos já ficam ansiosos para a data comercial especial: a Black Friday. Em meio à pandemia de Covid-19, mesmo com o avanço da vacinação, alguns consumidores estão receosos e irão optar por fazer suas compras nos meios digitais. Segundo um estudo da Conversion, agência de Search Engine Optimization (SEO), 62,96% dos entrevistados pretendem aproveitar as promoções online. No ano passado, este número era de 75,3%.

Apesar de proporcionar ótimos negócios para os clientes, a comunidade hacker enxerga na Black Friday e nas vendas online uma brecha para realizar ciberataques e roubar dados das empresas e dos consumidores. De acordo com uma recente pesquisa do MIT (Massachusetts Institute of Technology), os casos de vazamentos de dados aumentaram 493% no Brasil. Com a finalidade de evitar que isso aconteça, é fundamental contar com uma proteção caso o banco de dados de uma empresa seja invadido.

O seguro para riscos cibernéticos, que entre suas coberturas cobre danos como Responsabilidade Civil por atos de violação, despesas de substituição de ativo digital, ameaça cibernética e lucros cessantes pode ser uma boa saída. “Não somente na Black Friday, mas sim em um mundo cada vez mais conectado e digital, o seguro para riscos cibernéticos surge da necessidade das empresas de proteger os negócios no ambiente virtual, que passa a ser fundamental nessa nova era, principalmente com as novas ameaças que naturalmente começaram a surgir com este movimento. Com o início da pandemia, que colocou muitas pessoas em suas casas e aumentou ainda mais o consumo de tecnologia, a segurança no ambiente digital ganhou ainda mais visibilidade e protagonismo”, afirma Ricardo Ortega, gerente de produto da Seguros Sura.

O produto cobre também o monitoramento da carteira de cliente, caso essa ação seja necessária, serviços de perícias e investigação administrativa, restauração e recuperação de dados, restituição de imagem do próprio segurado, eventuais pagamentos de multas e penalidades imputadas por órgãos reguladores e reclamações/ações voltadas a incidentes com ransomware ou eventuais extorsões na internet. Para Leandro Martins Freitas, diretor de Riscos Financeiros da MDS, o seguro é um importante aliado no meio digital da empresa e ajuda no gerenciamento de riscos. “Quando acontece uma invasão, é possível se evitar as consequências causadas tendo uma reação rápida aos eventuais danos que esse ataque pode provocar. Imagina que o seu servidor foi invadido. Ao ter um seguro cyber, você poderia, por exemplo, trocar de servidor, pois a própria seguradora vai te ajudar nessas substituições minimizando prejuízos maiores”.

Marco Mendes, especialista em Seguro para Riscos Cibernéticos da Aon Brasil, afirma que a grande dificuldade que o produto enfrenta é a baixa consciência com relação à informação e proteção de dados, e que para mudar essa realidade será necessário difundir a cultura da segurança digital. “Um dos primeiros passos que todas organizações devem tomar é encontrar servidores que sejam confiáveis, pois ao contar com um sistema de qualidade as chances de um vazamento acontecer diminuem. Precisamos tomar um posicionamento mais pró-ativo. Ao invés de esperar a legislação mudar e ter mais penalidades, devemos cada dia estudar o assunto para evoluir na proteção de dados”.

De acordo com Maria Victoria Barbará, head of P&C Treaty da Austral Resseguradora, simplificar a comunicação e a contratação são iniciativas essenciais para ampliar a visibilidade de qualquer seguro, e no cyber não é diferente. “Tanto que reduzimos a seis perguntas nosso material para customizar o seguro. Creio também, em um mundo cada vez mais digitalizado, que as pessoas começam a se conscientizar sobre a importância dessa proteção e acabam indicando os serviços. Além disso, a regulamentação do sistema de pagamentos PIX pelo Banco Central e a LGPD aceleraram ainda mais o mercado, o que irá refletir positivamente na carteira”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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