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ESPECIAL DIA DO CORRETOR – “Os corretores de seguros são participantes essenciais ao mercado de seguros, na medida em que agregam valor ao relacionamento entre consumidores e seguradoras, trazendo mais esclarecimentos sobre os diferentes produtos e provendo o assessoramento necessário para a tomada de decisão dos clientes. O mercado de seguros, a exemplo de muitos outros, tem passado por um processo de transformação tecnológica significativa.

A digitalização da atividade de intermediação e de distribuição é um processo que já vem ocorrendo ao longo do tempo e é importante para todos os segmentos do setor de seguros. Através da tecnologia será possível desenvolver novos serviços e formas de operar e tornar a jornada do consumidos cada vez melhor.

Espera-se que, com os avanços do mercado aberto (Open), consumidores que hoje não têm acesso ao mercado de seguro ingressem no mesmo, permitindo uma expansão significativa da base de clientes hoje existente. Com isto ganham as seguradoras, os corretores e o próprio consumidor, que passará a ter acesso a proteção do seguro na sua vida.

As novas tecnologias tendem a aumentar a competitividade do mercado, impulsionar o surgimento de novos produtos e a redução de preço. A inovação tecnológica produzirá uma nova dinâmica na experiência de consumo do cliente, podendo surgir, com isto, novos mercados e serviços a serem oferecidos dentro do processo de venda de seguro.

Os corretores já contam, hoje, com inúmeras ferramentas desenvolvidas pelas seguradoras em associação com insurtechs. As Sociedades Iniciadoras de Serviço que estarão presentes no Open Insurance terão o objetivo de continuar provendo estas ferramentas, só que num ambiente aberto e democrático em que todas as seguradoras que desejarem poderão colocar seus preços e todos os corretores que quiserem também poderão demandar serviços e informações para seus clientes.

Vale lembrar que o processo de compartilhamento de dados de consumidores de mercados de seguros – com sua autorização – já se inicia dentro do próprio Open Banking, que, em sua quarta fase, já inclui os segmentos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização.

O Open Insurance, cabe destacar ainda, é um ecossistema padronizado, seguro e digital que permitirá o compartilhamento consentido de dados de titularidade dos consumidores, bem como de seus produtos e serviços, por meio da integração de sistemas. Ele inova ao permitir uma forma adicional de relacionamento para os corretores, permitindo que acessem seus clientes também por meio das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS), seja por meio de um relacionamento direto com essas entidades ou pela própria constituição de novas entidades.

Espera-se que, com o desenvolvimento do Open Insurance e dos aplicativos associados a este novo sistema, a base de pessoas que hoje adquirem seguro cresça significativamente e, com isto, todo o sistema terá ganhos, especialmente o corretor e seus clientes, que poderão acessar e cotar preços em um universo de seguradoras muito maior do que atual e em uma plataforma digital que poderá executar este trabalho em questão de segundos.

Enfim, o Open Insurance é um ecossistema voltado para ampliar ainda mais as vantagens e a satisfação do consumidor de seguros, bem como de todos os agentes que interagem este mercado. Corretores, seguradoras e clientes poderão se beneficiar de suas inovações e seus respectivos efeitos sobre o desenvolvimento do mercado.

A Susep iniciou consulta pública para tratar do credenciamento e funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance. O objetivo da consulta pública é ampliar as possibilidades de participação da sociedade e do mercado na estruturação dos modelos de atuação dentro do Open Insurance.

No modelo proposto, as seguradoras poderão exercer algumas atividades oferecidas pela SISS e também constituir empresa tendo como propósito específico o exercício dessas atividades de iniciação de serviços. Os corretores e corretoras de seguros também poderão constituir ou se transformar em iniciadoras, na medida em que atendam aos requisitos de capital e segurança cibernética, entre outros estabelecidos na resolução.”

* Vinícius Brandi, diretor da Susep

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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