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EXCLUSIVO – Inconformismo foi a palavra que sempre motivou os executivos da Rede Lojacorr, que completa 25 anos em 2021. Focada nas mudanças promovidas pela transformação digital, a empresa olha para o futuro, com o desafio de chegar a um novo patamar de negócios menos burocrático, totalmente voltado para um ecossistema de seguros que seja inclusivo e aberto, assim como outros setores da economia.

O presidente (CEO) da Rede Lojacorr, Diogo Arndt destaca que a plataforma da Lojacorr 2.0 será um sistema plugável e com conexões mais eficientes. “Queremos chegar a um novo patamar, transformando a Rede em uma empresa inclusiva, flexível, para que os corretores possam consumir dela o que necessitam no momento em termos de produtos, serviços, sistemas, treinamentos. O sistema deve ser capaz de integrar mais players, através da reconstrução de toda a plataforma de tecnologia”, explica.

A empresa enxerga a nova organização do mercado de seguros, através dos movimentos promovidos pela regulação, com produtos mais flexíveis. Em um ambiente de Open Insurance, o consumidor deverá ser empoderado e haverá espaço para uma plataforma digital que ajude o mercado a orquestrar a relação entre consumidores, fornecedores e intermediários. “A construção desta plataforma acontece a partir da visão do consumidor, tendo o corretor de seguros no centro como conselheiro dos clientes, com jornadas digitais de ponta a ponta”, adianta Arndt.

A Rede trabalha com cinco produtos digitais (plataforma propriamente dita: produtos para segurados, para corretores, para BackOffice e para seguradoras interagiram com app), que utilizam dados para melhorar a gestão dos negócios dos corretores e para que as segurado- ras possam enxergar na plataforma novas oportunidades e que realizem campanhas com mais facilidade. “Este é um trabalho para os próximos dez anos. Em cinco anos, já teremos uma plataforma capaz de democratizar o acesso aos produtos de seguros, para que o consumidor possa se conectar mais facilmente com o mercado de seguros, com ajuda para a tomada de decisões”.

O novo ecossistema será potencializado com uma integração completamente digital. Arndt destaca que “tudo isso deve acontecer mantendo o DNA que trouxe a empresa até este patamar, que é proteger o brasileiro cada vez mais e melhor. É preciso transformar os papéis, deixando as jornadas mais simples e intuitivas, para que os colaboradores e clientes tenham mais tempo e prazer na junção das tarefas profissionais e pessoais”. Para seus colaboradores, a Rede Lojacorr adotou o “anywhere office”, com um modelo mais flexível para equacionar vida pessoal e profissional, gerando nova experiência de encarar a vida e o trabalho.

“A distribuição de seguros, no futuro, será via plataformas digitais. Poderá acontecer nos ecossistemas das seguradoras, em ecossistemas digitais verticais (fabricantes de veículos, equipamentos), mas ainda haverá espaço para ecossistemas horizontais como o nosso, para atender a demanda de vários tipos de consumidores. Há uma grande complexidade, porque hoje a Rede opera com centenas de produtos, dezenas de seguradoras e milhares de corretores. E isso tende a ser cada vez maior”, acredita o CEO da Rede Lojacorr.

A pandemia trouxe para a empresa um ambiente ainda mais colaborativo, com menos ‘barreiras’ físicas e mais flexibilidade. A Rede Lojacorr terá em breve uma nova sede, com as pessoas tendo a liberdade de trabalhar lá ou não. As novas contratações da empresa já não incluem mais a barreira geográfica, para encontrar pessoas com perfil para atuar na empresa onde quer que elas estejam. “Com cabeça aberta poderemos superar os desafios da nova forma de trabalhar”, garante Arndt.

Ajudar o cliente a consumir da forma mais consciente possível será o grande desafio. O mercado de seguros é muito complexo e o “corretor de seguros” é a profissão do futuro. “Com uma jornada me- lhor para o consumidor, a tendência é que o mercado só cresça. Por isso, queremos construir a maior e mais qualificada plataforma figital do mercado de seguros brasileiro. Nossa indústria ainda tem potencial para dobrar ou triplicar de tamanho, com os profissionais trabalhando em colaboração”, completa o CEO da Rede Lojacorr.

BENEFÍCIOS PARA OS PARCEIROS DE NEGÓCIOS

Capilaridade é a palavra de ordem para a distribuição de seguros. Depois de investir em um projeto de expansão há cinco anos, que tinha como objetivo estar presente em todos os estados brasileiros, agora o olhar está voltado para o futuro. “Daqui em diante o objetivo é mirar pontualmente para áreas de sombra ou com grande demanda”, planeja Geniomar Pereira, diretor Comercial (CCO) da Rede Lojacorr. Este trabalho será impulsionado por accounts, que buscarão oportunidades em todo o País.

Fazer parte de um grupo bem estruturado traz um novo patamar de atuação para os corretores parceiros, pois amplia a sua capacidade de atendimento e colocação. Para o seu quadro de parceiros, a Rede busca profissionais que estejam em início de carreira ou aqueles com uma carteira em desenvolvimento. “Isso porque para conseguir cadastro nas seguradoras parceiras é bastante complicado, pois elas querem uma produção mínima. Com sorte, ele conseguirá acesso no máximo a quatro seguradoras, enquanto na Rede o corretor terá acesso imediato a 44 companhias”, afirma Pereira.

 

Por outro lado, para os corretores maiores também há uma proposta de valor da Rede, abrindo a possibilidade de distribuição da marca ou de expansão de negócios. “A Lojacorr é para todos os portes. Temos parceiros de negócios com produção mensal de R$ 10 mil a R$ 2 milhões. Há modelos de negócios para todos os perfis”, garante o CCO.

O mercado de seguros não é para quem trabalha sozinho. Pereira cita como exemplo corretores de seguros da cidade de Manaus. Antes da chegada da Lojacorr, os parceiros ficavam apenas com os seguros dos riscos menores, porque as grandes contas eram absorvidas por corretoras maiores e de fora do estado. “A Rede tem possibilidade de concorrer oferecendo condições de negócios e especialidades para seus parceiros”, cita Pereira.

Telegram para post

Qualquer membro pode ter acesso a um especialista, seja de ris- cos de petróleo que fica em Mossoró/RN, em riscos cibernéticos de Florianópolis/SC ou, ainda, profundos conhecedores de seguros agrícolas de Mato Grosso. “No propósito da Rede, eles podem fazer o atendimento em qualquer parte do País”.

A figura do intermediário em seguros existe no mundo inteiro, com diferentes nomes. Os canais de distribuição podem ser muito benéficos para o mercado, porque eles abrem as portas para a inclusão de novos consumidores para o mercado de seguros. “Para os produtos mais complexos, mesmo com a evolução da tecnologia, é improvável fazer sem o corretor de seguros”, acredita Pereira. A transformação digital é uma forma de aproximar os corretores de seguros e seus clientes.

Luiz Longobardi, diretor de Mercado e Operações (COO), reforça a importância de o corretor ter acesso a um painel completo de seguradoras, com produtos e segmentos mais restritos para os grandes corretores. “Podemos oferecer condições comerciais e acessos a produtos que abrem as portas para um novo mercado, pois alguns segmentos são restritos para alguns profissionais”, afirma.

O corretor de seguros tem total autonomia dentro da Rede para distribuir os pro- dutos que atendam às necessidades de seus clientes. “Eles têm autonomia para oferecer o que há de melhor para seus clientes, não fazemos nenhum tipo de direcionamento de produção. Todas as escolhas são dos corretores e também não interferimos nas condições oferecidas”, enfatiza Longobardi.

O objetivo é que o corretor de seguros consiga levar as melhores soluções para cada risco do cliente. Outro benefício importante é a sinergia que ocorre entre os corretores da Lojacorr, que proporciona uma troca de informações e experiências entre todos os participantes do ecossistema da Rede.

O futuro continuará contando com a figura do corretor de seguros para a inter- mediação de negócios. O que mudará será apenas a forma de chegar ao cliente. “O corretor continuará como centro da distribui- ção, porque é ele quem entende os riscos das pessoas e empresas. O digital será nos processos, para que não se perca tempo nas operações”, sentencia Longobardi.

Com a evolução do mercado e da tecnologia, como o Open Insurance, está cada vez mais próxima a possibilidade de customização de produtos de acordo com a necessidade de cada consumidor. “Nós já realizamos algumas operações olhan- do para os corretores que atuam em um segmento específico. Em cyber risco foi montado um produto exclusivo para nós por uma seguradora, distribuído pelos par- ceiros. Também foi criado um seguro de responsabilidade civil e transportes com desenhos exclusivos”, acrescenta.

Ele explica ainda que com o novo momento do mercado, com as transformações e flexibilizações de regras regulatórias e de produtos, está sendo criado um cenário promissor para a distribuição. O Open Insurance é uma folha em branco para a elaboração de novos produtos e serviços. Há muito que se avançar em termos de seguro automóveis, residenciais e de vida.

PLATAFORMA 2.0 PARA UMA EXPERIÊNCIA ‘FIGITAL’

Com o compromisso de olhar mais atentamente para o seu cliente, a Rede Lojacorr está estruturando a Plataforma 2.0, desde 2020, com o envolvimento de todas as áreas da empresa, que deve ter seu lançamento iniciado no final de 2022.

É importante ressaltar que no período pré-pandemia, alguns setores já atuavam de forma completamente digital, como mídia, entretenimento e big techs. A pandemia acelerou a transformação digital no varejo e no mercado financeiro. O setor de seguros sentiu a responsabilidade de realizar esta mudança, de olho no consumidor que está acostumado com atendi- mento humano e experiência de consumo digital.

Daniel Castello, que assumiu a posição de diretor de Transformação Digital (CDO) da Rede Lojacorr, para guiar a criação da Plataforma 2.0, diz que a experiência de contato pessoal mudou e que o consumidor entendeu que é possível fazer tudo pelo celular. “Por isso, para atender o consumidor da forma que ele deseja, temos que nos alinhar com as boas práticas do atendimento digital, com a intermediação do corretor de seguros”, antecipa.

O contato com o corretor de seguros vai continuar, seja de forma física ou vídeo chamada. O que mudará é a maneira de assinar um contrato, que pode ser de forma digital, sem a impressão de documentos. “Isso atende às expectativas dos consumidores e também da sustentabilidade”, aponta Castello.

A jornada de consumo deve estar de acordo com os tempos atuais. O negócio será fechado por um corretor, mas, antes disso, o cliente pode querer pesquisar, ler. O desafio da transformação digital precisa ser muito bem feito. “Temos que trabalhar em jornadas bem desenha- das, para que haja satisfação de todas as partes”, ratifica Castello. Um bom projeto depende de um bom planejamento e muito investimento. O modelo de negócio da Rede Lojacorr é um hub que une corretores e seguradores, facilitando o acesso e a colocação de produtos, sem interferir na jornada do segurado. A Rede 2.0 é uma plataforma digital que irá proporcionar um aplicativo específico para corretores, outro para os clientes, com a interface das seguradoras. “A experiência digital será completa”, garante Castello. O cliente poderá visualizar todos os seus vencimentos, parcelas e poderá comparar com outros produtos, falar com o seu corretor de seguros ou com a seguradora. “Ela é uma plataforma B2B2C, que integra o segurado, o corretor e a seguradora e m jornadas digitais de boa qualidade”, define o CDO.

A Plataforma 2.0 será um lugar para o consumidor se manter muito bem informado sobre seguros, independente de quem ele seja cliente, dando autonomia para a sua tomada de decisão. O segurado não irá receber propostas pelo aplicativo, pois todas as ofertas serão feitas apenas pelo seu corretor.

“O mercado sempre teve vontade de integrar e colocar novas soluções, mas, por ter estruturas e regulamentações mais rígidas, sentia mais dificuldade. Mas estamos em um momento muito especial, com alguns drivers que trazem mudanças, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e Open Insurance. Estamos nos transformando com a lógica centrada no cliente”, avalia Sandro Ribeiro, diretor de Tecnologia (CIO) da Rede Lojacorr. O cliente passa a ser empoderado com os seus dados, podendo reaproveitá-los da melhor forma, sem gerar tanto es- forço. “Provavelmente o que mudará no mercado é a forma de trabalho, com novas possibilidades para todos, o que possibilitará um trabalho mais fluido e sem tanto atrito provocado ao longo dos anos”, explica.

Mesmo com todo o avanço, o corretor continuará sendo o elo com o cliente no ambiente figital. “Queremos deixar as jornadas mais simples e intuitivas”, avisa Ribeiro. Este processo envolve também gerar os feedbacks para corretores e seguradores entenderem o que pode ser modificado e melhorado.

Ribeiro explica que agora, com a Plataforma 2.0, será possível melhorar toda a jornada, porque tudo é criado a partir da necessidade do cliente e do corretor de seguros, trabalhando a educação de seguros e produtos feitos a partir de dados. “Queremos ampliar o mercado de seguros, empoderando o corretor e fazendo o setor crescer”.

FEITA POR PESSOAS

Embora o futuro seja muito diferente, a Rede Lojacorr continua com a mesma essência, sendo uma empresa de pessoas, que conecta o merca- do de forma transparente. Para manter este padrão é necessário investir nos colaboradores, alinhando os propósitos das pessoas e da empresa.

“A nossa atividade é de preservação do bem-estar de uma família, do patrimônio ou de uma empresa, por isso trabalhamos na criação de uma cultura do seguro no Brasil”, afirma Dirceu Tiegs, diretor de Gestão e Gente (CHRO) empresa. No período da pandemia, além da profusão do conceito de ‘anywhere office’ (trabalho em qualquer lugar, em tradução livre), a Rede manteve seus colaboradores motivados através de reuniões, lives, endomarketing e comunicação.

Para os colaboradores foi estabelecido um auxílio ergonomia, para a compra de equipamentos como cadeiras e mesas adequados ao trabalho, além de verba para planos de internet mais robustos. “As pessoas podem escolher entre o trabalho em casa, presencial ou híbrido. Com a queda das barreiras geográficas, contratamos colaboradores de outros estados e até de outro país”, conta Tiegs, acrescentando que a produtividade da empresa também aumentou.

A transformação desejada é sair de uma empresa tradicional para uma com processos ágeis, o que implica em investimentos em metodologia ágil e em tecnologia. “Para isso, será preciso crescer também em termos de colaboradores e a estimativa é dobrar o número de colaboradores até o final de 2022. Eles chegam com seus valores, propósito e experiências que precisam ser alinhados com a Lojacorr, para a preservação da cultura da empresa”, avalia Tiegs.

A plataforma Treinacorr, que já existe no portal da Rede, oferece treinamentos de produtos e técnicas de vendas, empreendedorismo ou habilitação de corretor. “Com a simplificação da linguagem através de uma plataforma digital. Há vários públicos que serão atendidos com sua maior abrangência”, informa Tiegs.

A credibilidade, transparência e a governança fizeram com que a empresa crescesse, até agosto de 2021, 28%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, contra 7% do mercado como um todo. “Este é um número bastante expressivo. Esperamos fechar o ano de 2021 por volta de 30% de aumento das receitas. Somos conservadores quanto às expectativas e preferimos sempre projetar cenários mais re- alistas, tendo o viés positivo como uma grata surpresa”, explica André Duarte, diretor Financeiro (CFO) da Rede Lojacorr.

O Brasil sempre passou por crises e ciclos econômicos e isso faz parte do jogo. O que importa é ter consciência de que é preciso ser adaptável aos fatores externos. “Na pandemia, não demitimos ninguém e ainda abrimos uma linha de crédito (a juro zero) para subsidiar as corretoras da rede naquele momento de incertezas. Parceria se faz assim, encontrando solução para gerir problemas” ensina Duarte.

O objetivo da Lojacorr é facilitar a vida dos corretores para que eles possam, de fato, crescer e fazer a gestão da sua carteira sem se pre- ocupar com colocações de risco, BackOffice, investimento em tecnologia, criando um propósito de equilíbrio entre os processos onde cada um realiza o seu trabalho e, juntos, conseguimos um aumento significativo de produtividade e de retorno financeiro para todas as partes, aponta Duarte.

Por outro lado, a governança do processo legal da transformação digital segue os mesmos princípios da Rede, para que todos possam usufruir dos benefícios que a tecnologia proporciona. “Contratos que antes eram assinados em papéis físicos, agora acontecem em plataformas digitais. Logo, poderá ser apenas um ‘aceite’ no sistema (ou no App). Tudo isso dentro dos parâmetros exigidos por lei, validados pelo Compliance e dentro de um sistema auditável”, afirma o diretor Financeiro.

Ele explica ainda que a busca por soluções transformadoras não cessa. A em- presa está construindo soluções para integrar também a contabilidade dos parceiros, a qual poderá ser feita de forma conjunta e automática na nova Plataforma 2.0, com emissão de Nota Fiscal e com a possibilidade de o corretor receber o pagamento quando quiser, de forma automática e integrada. “No futuro, queremos estabelecer um ciclo financeiro, plugando um banco digital para que ele tenha uma conta cor- rente integrada, gerando ainda mais facilidade e menos interação humana para a realização de suas operações financeiras”, antecipa Duarte.

* Matéria publicada na edição 270 da Revista Apólice

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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