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EXCLUSIVO – O mercado de ciclismo está vivendo um momento de grande expansão, principalmente aqui no Brasil. De acordo com dados da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), o número de vendas de bicicleta no país cresceu 34,17% no primeiro semestre de 2021, quando comparado ao mesmo período no ano passado. Entretanto, segundo informações da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), houve um aumento de 30% nos sinistros envolvendo bikes nos cincos primeiros meses deste ano.

Índices como estes só reforçam a importância do ciclista contar com um seguro para proteger a si mesmo e a bicicleta. O produto garante cobertura em casos de roubo e furto qualificado, danos elétricos, responsabilidade civil e acidentes pessoais, também cobrindo casos de extravio da bike em viagens aéreas ou rodoviárias. A apólice cobre também o transporte da bicicleta por terceiros, e algumas seguradoras oferecem a possibilidade de extensão de todas as garantias contratadas para viagens internacionais. Contudo, é preciso estar atento a qual tipo de proteção contratar.

Para Rodrigo Fujita, gerente de Mobilidade na Seguros Sura, é necessário que os ciclistas estudem sobre as coberturas, limites e franquias. Ele destaca a importância do corretor e segurado se atentarem às condições dos seguros do mercado, como, por exemplo, sobre a aplicação de cláusulas de depreciação da bike, o que pode gerar grandes surpresas e insatisfação no momento da utilização do seguro. “Com iniciativas que apoiam o consumidor de forma híbrida no seu dia a dia, o corretor aporta valor para o cliente e oferece o seguro que melhor se adapta ao seu perfil de forma totalmente única”.

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Visando facilitar a contratação do produto, a Berkley Brasil Seguros disponibilizou para seus corretores e clientes um aplicativo no qual é possível adquirir o seguro de maneira 100% online. O serviço conta com o Self-Vistoria, no qual a aceitação da bike é realizada com base nas fotos que o próprio segurado envia juntamente com a comprovação de propriedade da bike, que ode ser feita através da própria Nota Fiscal, do Recibo de Compra ou mesmo através da Invoice ou DARF no caso de bicicletas importadas. “Muitas vezes pensamos na bike como um item simples, de menor importância que os veículos, por exemplo. Porém, temos bikes de valores muito elevados e com muita tecnologia embarcada, onde muitas chegam a superar o valor de um carro. Isso só reforça a importância do seguro”, afirma Alexandro Sanxes, diretor técnico da companhia.

Segundo Duilly Cicarini, CEO da corretora Velo Seguro, este é um mercado ainda em maturação e cada seguradora adota um clausulado bastante diverso, sendo necessário que o corretor conheça detalhes não apenas das condições gerais, mas como cada seguradora costuma fazer a regulação do sinistro. A empresa desenvolveu um sistema de rastreio para evitar os roubos e furtos de bikes, ajudando no combate a fraudes em sinistros e do comércio ilegal. “Acreditamos que seja um recurso muito valioso para o corretor oferecer ao seu cliente e ainda pouco conhecido pelo setor, já que foi lançado em abril deste ano. Além disso, a contratação do seguro acaba atraindo o consumidor, que percebe o risco como iminente ou com boa probabilidade de acontecer”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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