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EXCLUSIVO – A campanha “Setembro amarelo” marca a prevenção a um problema de saúde mundial considerado grave: o suicídio. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente ações voltadas para a conscientização do assunto. Segundo dados da entidade, são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo, com 96,8% dos casos relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as taxas de suicídio diminuíram 36% em todo o mundo entre 2000 e 2019, mas aumentaram 17% na região das Américas no mesmo período. Portanto, a promoção da importância da saúde mental e bem-estar deve fazer cada vez mais parte da rotina dos Recursos Humanos nas empresas, principalmente depois da pandemia.

Na Sharecare, foi desenvolvido um programa de saúde mental em parceria com a GHR (Gattaz Health & Results). A empresa uniu sua capacidade de desenvolver jornadas digitais de saúde ao conhecimento e experiência da GHR em saúde mental. A ação é baseada em linhas de cuidado com assistência psiquiátrica e psicológica, conteúdo informativo específico para cada transtorno, interação por chat, seguimento dos pacientes por equipes de saúde e pronto-atendimento digital 24×7, estando disponível para todos os clientes e funcionários.

“Quando queremos extrair qualidade do tema de saúde mental, o assunto é complexo e requer especialistas para uma abordagem ampla. Há questões pessoais envolvidas, como o lazer de cada um, a condição financeira, familiar, de moradia, entre outras. Por outro lado, temos questões laborais como a função desempenhada, clima organizacional, cobranças para as entregas, condições para se desenvolver o trabalho, descanso e muito mais. Costumo dizer que não há receita pronta, mas este tipo de ação certamente passa pela elaboração de um bom projeto direcionado às características e necessidades da empresa. Somente a partir deste ponto é que implantamos as ações”, afirma Henrique Serra, diretor de Produtos e Tecnologia e diretor médico da companhia.

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Os transtornos mentais e emocionais são a terceira causa de afastamento do trabalho. Nos últimos dez anos, a concessão de auxílio-doença acidentário devido a essas doenças avançaram em quase em 20 vezes, segundo o Ministério da Previdência Social. Somente em 2020, foram concedidos 26.327 benefícios para trabalhadores que apresentaram episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos.

O Seguro PASI oferece a Central de Amparo PASI, que disponibiliza profissionais especializados para atendimentos através da “Assistência Psicológica”. Uma vez inserida nos benefícios do plano contratado, essa assistência fica disponível para os segurados e seus familiares. Ela também pode ser utilizada pelos RHs das empresas e seus gestores. Os atendimentos são realizados de forma remota e são ilimitados, de segunda a sábado das 8 às 21 horas. “Um dos grandes desafios enfrentados no tratamento desses casos é que nem sempre o suicida está apto ou disposto a buscar ajuda. E é nestes casos que se torna tão importante a ampla discussão do tema junto à Sociedade, já que um rápido diagnóstico, aliado à correta orientação profissional logo que sejam identificados sinais, têm grande potencial de obtenção de sucesso. Por isso, é sempre muito importante estimularmos e ampliarmos o debate sobre essa temática através de conversas, campanhas, e palestras, disseminando a informação”, diz André Araújo, gerente de Relações Institucionais da empresa.

Já na SulAmérica, os clientes do seguro de vida e da carteira de saúde contam com acesso à plataforma Psicólogo na Tela, serviço de consulta virtual por videoconferência com psicólogos. Para acessar ao serviço, basta ter o pedido médico em mãos e baixar o aplicativo da companhia, agendando a seção em qualquer hora e qualquer lugar. Além disso, a organização também oferece a iniciativa Única Mente, na qual a seguradora analisa as organizações e elabora um mapeamento emocional dos colaboradores. “Temos uma estratégia de gestão de saúde de cuidado coordenado, o que está em linha com o nosso conceito de ‘Saúde Integral’. Nosso principal objetivo é proteger o indivíduo como um todo, e não adianta uma empresa investir em comunicação sobre saúde mental se o colaborador não se sente seguro. É dever dos RH’s estimular uma melhor qualidade de vida e auxiliar na criação de um ambiente colaborativo”, ressalta Raquel Imbassahy, diretora de Gestão de Saúde Populacional da companhia.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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