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EXCLUSIVO – Visando debater as oportunidades para os corretores de seguros e as tendências do setor, o Sincor-SP (Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de todos os ramos de Seguros, Resseguros e Capitalização do Estado de São Paulo) está realizando o Fórum de Oportunidades, um ciclo de eventos online que acontecerá para as regiões do Estado. O primeiro encontro aconteceu na terça-feira, 14 de setembro, e foi voltado para a região 2, composta por ABCDMR, Osasco, Santos e Sorocaba.

Os inscritos no evento puderam acompanhar um talk-show com os presidentes de seguradoras. Participaram da transmissão ao vivo Felipe Nascimento, da Mapfre; Helder Molina, da MAG Seguros; e José Adalberto Ferrara, da Tokio Marine Seguradora), além do presidente da entidade, Alexandre Camillo. O mediador da conversa foi o 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

Segundo Molina, a pandemia colocou o mercado de seguros em evidência e a inclusão da cobertura para casos relacionados à Covid-19 foi uma decisão correta das seguradoras. “Ninguém acorda e pensa: vou comprar um seguro. Entretanto, com a pandemia, as pessoas passaram a ter uma necessidade de proteção contra as incertezas da vida. Nós conseguimos fazer a diferença para milhares de famílias. Foram R$ 3 bilhões em indenizações para 72 mil pessoas até junho deste ano. Essa é a nossa missão, proteger a sociedade”.

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Nascimento afirmou durante a live que o mercado no geral está passando por um processo de aceleração da digitalização, principalmente por causa da pandemia, e associado a isso, é possível observar uma mudança nos hábitos de consumo, o que gera novas necessidades. “O corretor é o assessor de confiança do segurado. Sendo assim, é necessário que a categoria se adapte e esteja presente em todos os canais de comunicação, atendendo a cada perfil de cliente. Temos que enxergar a tecnologia como aliada, tanto para conquistar o consumidor como para as tarefas do dia a dia”.

Questionados sobre o que pensam do Open Insurance, os presidentes concordaram que a proposta da Susep (Superintendência de Seguros Privados) é ousada e preocupa o setor. “O pano de fundo de empreendedorismo da Superintendência é positivo para o mercado, abrindo a possibilidade aumentarmos a nossa participação no PIB. Contudo, não houve em nenhum momento uma conversa com os corretores de seguros para que fosse elaborada uma proposta que também beneficiasse a categoria. É necessário aumentar o mercado, mas quem conhece o prospect é o corretor”, disse Ferrara.

Camillo ressaltou o papel do Sincor-SP como orientador dos corretores na adaptação a tecnologia e a nova regulamentação, enfatizando a importância do setor está unido para conseguir crescer. “Cabe às lideranças procurar a melhor orientação à categoria para um ambiente onde ele possa se desenvolver. Não há nada e nem ninguém que acabe com o corretor de seguros se não o consumidor, isso porque dia após dia mostramos a nossa capacitação e comprometimento com o cliente. Se eles continuam dando provas que acreditam em nós ao longo de décadas, só nos resta acreditar no nosso trabalho e continuarmos fazendo o nosso papel. Mais do que nunca, a sociedade precisa dos nossos serviços”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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