Um mercado em constante renovação, dinâmico e disruptivo. Assim é o ambiente dos produtos voltados à saúde e assistência médica em todo o mundo. Inúmeras startups, consolidação de players, transformação digital revolucionando as relações com todos os stakeholders configuram uma nova trilha de gestão das pessoas e dos negócios, impulsionando o redesenho de todo o sistema para a manutenção de suas atividades, permitindo crescer de forma sustentável.

Diante de tantos desafios, as empresas do segmento saúde do país estão, em sua maioria, redefinindo suas estratégias e posicionamento de mercado. Atuante como um dos líderes de uma das maiores empresas de saúde suplementar do país, vivencio esse cenário e acompanho de perto o esforço que essa troca de pneu durante o voo nos exige. Um momento complexo, mas bastante positivo, no qual percebo enormes possibilidades para o desenvolvimento de ações relevantes tanto na transformação digital quanto na educação. Ambas são imprescindíveis para o atendimento às necessidades técnicas e profissionais do momento. Acredito que nunca tivemos uma conjuntura como a atual, onde tudo nos conduz à valorização da Pesquisa Científica, criando espaço para a inovação e para a pavimentação de trilhas de melhoria, que só a educação pode promover.

Uma instituição de educação de nível superior não se completa institucionalmente se não desenvolver a tríade ensino, pesquisa e extensão. Portanto, as empresas comprometidas com esses eixos precisam intensificar investimentos na educação corporativa e avançar decididamente na estruturação de melhores caminhos. Acredito que um deles é a pesquisa aplicada, fortalecendo e promovendo a inovação em cada empresa ou instituição, seja em seus produtos, serviços assistenciais, hospitais e demais nichos de atuação. Olhando além, são essas frentes que impulsionarão ainda mais empreendedorismo e a proliferação das startups. Estamos na era do conhecimento, da conectividade e do mundo digital. A pandemia despertou ainda mais a consciência da força que a cooperação pode alcançar.O mundo vai precisar voltar a atenção e dedicar energia no desenvolvimento econômico e social com um espírito mais contemporâneo, colaborativo e cooperativo.

Cooperativismo é intercooperação, não se coaduna com protagonismos autorais e exclusivistas. O ambiente atual exige que as organizações busquem o intercâmbio acadêmico e docente, mas não como um fim em si mesmo, mas de forma que esteja conectado com a estratégia do negócio e com a formação de quadros altamente qualificados que assegurarão o futuro, bem como, o desenvolvimento de novas linhas de pesquisa.

O intercâmbio científico, bem planejado e organizado, é como uma “mola mestra” que pode fazer um país ou uma companhia dar um salto em termos de resultados e impactar exponencialmente suas bases de conhecimento e pesquisa.

Contudo, é impossível ser bom em tudo e ter recursos para tudo o tempo todo. É importante saber fazer escolhas e ter uma boa execução da estratégia. O cooperativismo da saúde reúne bons exemplos nesse sentido. Os modelos e resultados estão aí, disponíveis para inspirar mudanças em todos os sentidos.

* Por Fábio Leite Gastal, MD, PhD, superintendente de Novos Negócios na Seguros Unimed e diretor acadêmico da Faculdade Unimed

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