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EXCLUSIVO – Um estudo realizado pela Chubb, intitulado ‘É hora de voar: o impacto da Covid-19 no presente e no futuro das viagens de negócios’ apontou que o seguro viagem está se tornando cada vez mais relevante entre executivos. Os participantes da pesquisa dizem que, embora confiem nos protocolos de biossegurança das companhias aéreas, não acreditam inteiramente nas medidas de autocuidado de seus companheiros de viagem. Por isso, dão maior importância ao seguro de viagem que possuem e analisam com maior atenção as coberturas que lhes proporcionam.

De acordo com Paulo Pereira, vice-presidente de Afinidades da Chubb do Brasil, a proposta do estudo foi entender o impacto da pandemia sobre a percepção dos viajantes a negócios pelo mundo e avaliar suas expectativas em torno da retomada das viagens corporativas após a Covid-19. “A indústria de Viagens e Turismo foi uma das mais afetadas pela crise sanitária. Com o avanço das campanhas de vacinação em todo o mundo, há uma perspectiva de retomada das atividades ligadas ao setor, seja com foco nas viagens a trabalho ou de lazer. A questão é que o mundo não deve voltar a ser exatamente como era antes e é importante entender o que virá daqui por diante, até para ajustar os produtos de seguro às necessidades e exigências dos viajantes”.

Para levantar esses dados, a companhia contratou uma consultoria especializada, a Dynata, encarregada da aplicação e tabulação da pesquisa realizada com 2.100 entrevistados de 16 países,distribuídos por quatro regiões. O critério para seleção dos consultados era ter idade a partir de 20 anos, estar empregado, com renda familiar anual acima de US$ 50 mil, e ter realizado viagens a negócios por sua empresa em anos normais de trabalho.

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De acordo com o estudo, quase três em cada quatro viajantes a negócios (74%) na América Latina e no resto do mundo afirmam que são menos eficazes em seu trabalho devido à pandemia e às oportunidades de viagens severamente limitadas. As áreas afetadas incluem atendimento ao cliente e a capacidade de manter relacionamentos com clientes e parceiros de negócios. Entretanto, os executivos reconhecem as vantagens do home office. Em particular, 70% dos entrevistados latino-americanos afirmam que podem usar de forma produtiva o tempo que gastariam viajando e, embora globalmente 82% afirmem que videoconferências e chamadas telefônicas podem ser alternativas eficazes às viagens de negócios, na América Latina a cifra sobe para 91%.

A pesquisa também revelou que mais de quatro em cada cinco viajantes a negócios (81%) acreditam que a pandemia os fará prestar mais atenção às coberturas de seguro de viagem daqui por diante. Já na América Latina, 89% estarão mais atentos à sua cobertura. “As pessoas criaram mais consciência em relação à saúde após o cenário de pandemia. Todos estão preocupados em viajar e precisam de atendimento médico emergencial e não ter para onde se dirigir. Para nós corretores, esse movimento trará muitos benefícios em relação à procura do seguro viagem”, afirma Manes Erlichman, sócio-diretor Minuto Seguros.

Leonardo Souza, consultor na Humber Seguros, ressalta que os corretores devem ser assertivos ao desenhar a apólice para seus clientes, pois isso irá gerar indicações e mais negócios. “Quando o cidadão procurar o seu corretor para contratar o seguro viagem, ele estando convicto de qual cobertura irá melhor atendê-lo tornará o processo mais ágil. Mesmo que a apólice fique mais ‘cara’, o preço se tornará irrelevante no momento de uma eventualidade que precise ser acionado tal cobertura que ele venha ser atendido. O seguro viagem já se tornou uma realidade na vida de todos os turistas”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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