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Há bem pouco tempo, o sucesso de uma empresa era mensurado pelos resultados do seu balanço financeiro. O mundo de hoje, porém, não é o mesmo de dois anos atrás: a pandemia global agravou as desigualdades sociais e econômicas, reforçando a importância de um olhar para a sustentabilidade das corporações e o seu papel na disseminação e discussão de temas urgentes.

Fernando Perez Serrabona
Fernando Perez Serrabona

Os tempos pandêmicos trouxeram às empresas novas e reais incumbências, como a de serem agentes de transformação. Nenhuma organização pode ser relevante a longo prazo se não se ocupar do bem-estar e do desenvolvimento das pessoas envolvidas em seu negócio e presentes em seu entorno.

Pensar globalmente envolve, em primeiro lugar, cuidar do que é local. Trazendo para o nosso dia-a-dia, essa é a materialização da sigla ESG (environmental, social and governance) ou, em português, ASG (ambiental, social e governança).

As boas práticas ASG estão, há 80 anos, na proa dos negócios da Mapfre ao redor do mundo. No Brasil, há mais de 15 anos consolidamos a sustentabilidade em nossa estratégia, integrando nossos stakeholders, ouvindo a sociedade e aperfeiçoando nossos negócios de acordo com as necessidades sociais, ambientais e corporativas.

Como exemplo, podemos citar nosso Plano de Sustentabilidade para o triênio 19-21, com ações já implementadas e em andamento em prol de um mundo mais justo, igualitário, próspero e seguro para todos.

O norte para essas iniciativas nasceu com a Agenda 2030, plano global instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2015 para transformar o mundo nos próximos 15 anos por meio de preceitos e ações destinados às pessoas, ao planeta e à prosperidade.

Uma das líderes globais no segmento de seguros, a MAPFRE acredita que os cuidados com o meio ambiente e as demandas sociais são importantes motores para uma gestão mais eficiente de suas instalações, parcerias e negócios. Essa preocupação nos levou ao desenvolvimento de um Plano de Homologação ASG com nossos prestadores de serviços.

O projeto foi desenvolvido, inicialmente, para oficinas de automóveis, e demais stakeholders da nossa cadeia de valor, peças-chave para a entrega de serviços de qualidade ao consumidor final, com a participação de mais de 800 prestadores MAPFRE em cursos e treinamentos online sobre direitos humanos.

E os desdobramentos continuam. Após oito meses de concepção, em junho deste ano implementamos um projeto de aceleração do descarte de baterias de automóveis em nossos pátios de veículos nas cidades de Suzano (SP) e Belo Horizonte (MG). As baterias, reconhecidas pelo alto teor de chumbo, metal pesado que é prejudicial ao ar, ao solo e à água, são retiradas de veículos classificados como sucata, identificadas e remetidas a um centro de reciclagem. Mais de oito toneladas já foram encaminhadas e até o final do ano outros dois estados brasileiros receberão o projeto, minimizando ainda mais os impactos ambientais.

Se a preservação do meio ambiente significa a proteção da vida, é importante salientar as perspectivas de aquecimento da economia circular advinda das iniciativas relacionadas ao correto manuseio de resíduos nos mais diversos segmentos da economia – mais uma ação em favor do desenvolvimento sustentável.

* Por Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil

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