seguro

Em tempos de pandemia e crise econômica, onde os riscos de inadimplência aumentam, o seguro prestamista pode ser a solução tanto para empresas quanto para consumidores. Isso porque essa modalidade de seguro garante uma quitação ou pagamento parcial de uma dívida ou de planos de financiamento do segurado no caso de sua morte, invalidez ou mesmo desemprego involuntário. Ou seja, é tranquilidade para o segurado que terá suas dívidas quitadas, mas também é proteção para as empresas que operam com crédito.

De acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o seguro prestamista aumentou em R$ 2,41 bilhões seu valor total de prêmios nos dois primeiros meses de 2021. Isso significa uma alta de 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o presidente da Previsul, Renato Wolf Pedroso, as linhas de seguros de vida ganharam maior destaque desde o início da pandemia. “A percepção de valor das pessoas sobre os produtos de vida mudou, e isso inclui o seguro prestamista”, analisa.

Como consequência disso, quanto mais as pessoas enxergarem valor nesses produtos mais seguras estarão também as empresas que oferecem esse tipo de proteção em suas vendas ou negociações.

Além disso, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os empréstimos consignados tiveram uma alta de 15% no primeiro bimestre de 2021 se comparado com o mesmo período de 2020, antes da pandemia. Entre janeiro e julho do ano passado, durante a primeira onda da Covid-19 no país, esse aumento foi ainda maior: 27,6%. Embora o seguro prestamista não seja obrigatório no modelo de empréstimo consignado, ele é a melhor forma de garantir que o indivíduo não fique inadimplente.

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Eduardo Santos, consultor de estratégia de negócios com ampla experiência no segmento de seguros de afinidades, lembra que nem todas as seguradoras estão dispostas a tomar o risco do desemprego. “Essa é uma cobertura de grande valor, levando em consideração que a maior parte da população não tem condições de manter as contas em dia por mais de três meses caso venha a perder o emprego”, ressalta. Esse é um ponto que deve ser levado em consideração pelas empresas que procuram seguradoras no mercado para firmar parcerias.

Outro seguro na mesma linha de garantia de adimplência que ganhou mais relevância durante a crise, e que seguirá mesmo depois dela, é o Seguro Quebra de Garantia (SQG), que assegura a solvência das dívidas de consorciados junto às financeiras que oferecem consórcios.

“Esta é mais uma proteção para as empresas que trabalham com crédito e por isso entrou para o rol de produtos da Previsul”, explica Pedroso. Segundo o Banco Central, em 2019, às vésperas do início da pandemia, os consórcios tiveram uma alta de 26%. Dessa forma, fica evidente que no cenário de crise, tanto o seguro prestamista como o SQG estão em alta, mas ainda oferecem muitas oportunidades de crescimento e de proteção para as empresas dispostas a entrar nesses negócios.

No entanto, para se destacar nesse mercado, é preciso encontrar o parceiro ideal. Para isso, alguns pontos devem ser levados em consideração, como o uso de tecnologias avançadas, a agilidade na integração entre sistemas, a possibilidade de personalizar o ambiente virtual e a comunicação com os clientes e um atendimento especializado para os parceiros. “Aqui na companhia oferecemos isso e muito mais aos nossos parceiros, inclusive temos um núcleo exclusivo para atendimento ágil e personalizado”, finaliza Pedroso.

N.F.
Revista Apólice

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