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EXCLUSIVO – De acordo com dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o mercado de planos odontológicos cresceu continuamente nos últimos 20 anos. Superando a expectativa de crescimento de 1,1%, o número de beneficiários aumentou 2,2% no primeiro trimestre de 2021, totalizando 28,1 milhões de brasileiros que contam com um plano.

Para Paula Toguchi, superintendente de Produtos da MetLife Brasil, a pandemia ajudou a acelerar a procura e os cuidados com a saúde, pois as pessoas passaram a se preocupar com a eventualidade de poder precisar de um tratamento e não ter condições para realizar os procedimentos. “Isso impulsionou o setor em 2020 e continua sendo responsável pelo incentivo neste ano. Outro ponto que podemos destacar é a maior facilidade de contratação, com a digitalização e facilitação dos processos de assinaturas de contratos, por exemplo; e mais opções de planos e possibilidades de serviços atrelados a eles e suas vantagens”.

Os planos de entrada, chamados de Cobertura do ROL Mínimo da Agência Nacional de Saúde, já apresentam uma cobertura bastante abrangente, possibilitando o tratamento e controle de duas doenças odontológicas, a cárie e a doença periodontal, por ter cobertura para consultas, restaurações (dentística) tratamento de canal (endodontia), tratamento de gengiva (periodontia), extrações (remoção de dentes). “É importante que exista uma correta indicação à melhor cobertura a ser contratada, e isso pode ser feito através de corretores especialistas no produto odontológico. Devemos apoiar movimentos coletivos como o ‘Julho Neon’ e maior divulgação de forma educativa, visando esclarecer sobre a importância de ter a saúde bucal em dia”, afirma Marcelo Zorzo, diretor-executivo de Saúde, Odonto e Ocupacional da Porto Seguro.

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Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, a economia brasileira gerou 1,5 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, o que também contribuiu para o crescimento dos planos odontológicos. Os setores que mais abriram vagas foram serviços; comércio; indústria geral; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura; e construção. “Podemos considerar a crescente penetração dos planos nos pacotes de benefícios das empresas de médio e pequeno porte, o aumento do interesse dos canais de distribuição, a  comercialização de planos para pessoa física através de e-commerce e o preço acessível do produto”, diz Danielle Piccino, diretora de operações do Interodonto, braço do GNDI em odontologia.

Robert Wieselberg, diretor da Amil Dental, acredita que como argumento de venda os corretores devem ressaltar para os consumidores os principais benefícios do plano: o preço, a qualidade e a melhora na autoestima. Aliado a isso, o executivo afirma que também é importante o conhecimento dos produtos oferecidos e suas características, de forma a fazer a recomendação mais adequada às necessidades dos clientes. “Outro ponto importante é o investimento em crosseling. Hoje na Amil, por exemplo, temos 3,4 milhões de beneficiários de planos médicos e 2,2 de planos odontológicos. Vamos buscar cada vez mais essa sinergia entre os negócios”.

Longo caminho pela frente

Mesmo com a expectativa de conquistar cada vez mais beneficiários, a mais recente pesquisa feita pela IBGE em 2019 e divulgada em 2020, constatou que apenas 12,9% dos brasileiros têm plano odontológico. O mesmo levantamento apontou que, dos 162 milhões de brasileiros acima de 18 anos, 34 milhões perderam 13 dentes ou mais. “Mesmo com o país tendo 20% dos dentistas do mundo, 11% dos brasileiros nunca foram ao dentista incluindo 2,5 milhões de adolescentes. É preciso trabalhar na conscientização da população sobre saúde bucal e desenvolver produtos de qualidade com preço acessível pode ser uma alternativa para cobrir essa camada da população. Para a camada de alta renda o apelo deve ser do produto, benefícios, coberturas disponíveis e diferenciais”, ressalta Caio Abdalla, diretor comercial da Care Plus.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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