Ricardo Neves (FOTO: Rodrigo Capote)

Ricardo Neves, CEO da everis Brasil, empresa do Grupo NTTDATA, assumiu, no dia 2 de agosto, a presidência da Fundação everis Brasil, que visa incentivar o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro. O executivo sucede a Antônio Carlos Valente, que atuou na presidência desde a criação da fundação em 2018.

Neves diz que seu objetivo na fundação será dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado e estimular a participação voluntária dos profissionais e clientes da companhia. “Meu propósito será motivar nossos mais de 4 mil funcionários e muitos dos nossos clientes, especialistas em negócios e tecnologia, para exercitar alguns de seus propósitos por meio de projetos da fundação”, afirma. Isso será feito a partir de programas para preparação e mobilização de novos voluntários. “Muitas vezes as pessoas querem exercitar ações de voluntariado, mas não sabem como ou não se sentem preparados. Nós vamos apoiá-los.”

Valente, que assumirá a presidência do Conselho de Administração da fundação, diz que o maior desafio foi a criação da fundação e a consolidação dos projetos. “Adaptamos projetos da Fundação global à nossa realidade. Hoje eles estão consolidados e geram valor à sociedade”, acredita. Ele ressalta o potencial dos colaboradores da everis no apoio aos projetos da fundação e informa que algumas fundações dispõem de recursos financeiros abundantes. “A Fundação dispõe de talentos humanos abundantes. Esse é o nosso diferencial.”

Para o novo presidente da fundação, o trabalho na fundação é uma oportunidade de gerar mais valor à sociedade, contribuindo ainda mais para o seu desenvolvimento socioeconômico. “Uma empresa privada como a everis utiliza recursos da sociedade para gerar valor de negócio aos clientes, assim como retorno ao acionista e demais stakeholders. O trabalho da fundação tem como objetivo ‘devolver mais à sociedade perante os recursos que usufruímos dela. Ao fazer isso, ocorre um círculo virtuoso, pois quanto mais você retorna à sociedade, mais pode usufruir. Ao diminuir as desigualdades, aumentamos o mercado consumidor e de trabalho, por exemplo”, ressalta.

É uma ideia em linha com a tendência do capitalismo consciente, que não é uma questão filantrópica. “Também é responsabilidade das empresas gerar valor para a sociedade e meio ambiente, para que todos possam crescer e se desenvolver”, diz Neves. A companhia recentemente publicou seu Relatório Global de Responsabilidade Social, no qual descreve em detalhe todos os programas e ações desenvolvidos pela empresa, assim como a Fundação no mundo.

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No caso da Fundação everis, isso é feito por meio de ações voltadas ao empreendedorismo, inovação e, principalmente, à formação de talentos. Atualmente, são três programas em andamento:

Empreenda Saúde: Lançado em 2015, objetiva incentivar o empreendedorismo, a inovação, desenvolver talentos e reconhecer negócios com potencial transformador na área de saúde. Desde sua fundação, avaliou quase mil projetos e 92% dos finalistas receberam aporte financeiro após o evento (em 60% dos casos R$ 1 milhão ou mais). Os vencedores recebem premiação em dinheiro, mentoria de profissionais ou parceiros da companhia, além da possibilidade de participar da edição global do evento, a eTalent Week, na Espanha.

Programa Púlsar: Criado em 2017, o programa oferece mentorias de mulheres influentes em suas áreas de atuação, incluindo executivas da everis e de seus clientes, para jovens mulheres de 15 a 25 anos, de escolas públicas e instituições parceiras. Consiste em mentorias individuais nas quais as participantes, por meio de modelos de referências, descobrem ou aprimoram seu talento e potencial, assim contribuindo para a redução da desigualdade de gênero. O Programa Púlsar recebeu reconhecimentos, como o Prêmio Brasil da Câmara Oficial Espanhola de Comércio no Brasil e o Best Practice of Social Mentoring, da Mentoring Network.

Oficinas “Play and Make it” de Programação e Robótica para crianças: Voluntários da Fundação comandam atividades para estimular o pensamento computacional, a criatividade, trabalho em equipe e resolução de problemas, gerando interesse pela tecnologia. Nas oficinas, presenciais e online, as crianças têm acesso a ferramentas de programação como Scratch, do MIT, entre outras. Desde sua implementação, em 2018, já impactou pouco mais de 600 crianças de oito a 12 anos.

N.F.
Revista Apólice

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