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A MAG Seguros debateu durante o evento da Amcham Rio de Janeiro as principais dicas e estratégias para que empresas acompanhem as constantes mudanças tecnológicas. Ocorrido na última quarta-feira, 18 de agosto, a seguradora estava representada por Catia Tarabal, superintendente de Inteligência de Mercado e Produtos; Renata Brum Loyola, superintendente de Gestão da Inovação; e Patrícia Campos, líder do Comitê de Gestão de Pessoas e diretora de Gente e Gestão da companhia.

Renata iniciou a discussão expondo o quão importante é uma empresa ter em sua cultura a inovação e a metodologia de data driven. “Os dados são o petróleo do mundo, nossa moeda mais rica. Sem eles, não temos informação. Se soubermos captar, analisar e tirar o melhor proveito deles, teremos insumos riquíssimos, como o perfil dos clientes, colaboradores, o que esperam de nós e o mercado em que estamos inseridos. Mas, para que essa riqueza seja muito bem explorada e canalizada, as pessoas devem estar preparadas para isso, de nada adianta ter o ouro e não saber o que fazer com ele”, afirmou.

Considerando que a empresa é formada por pessoas, a mudança precisa ser realizado no perfil comportamental do colaborador, que devem entender o valor do movimento e participar desse ecossistema. Pensando nisso, a MAG Seguros implementou uma área interna voltada para inovação, que desenvolve ações e estabelece parcerias focadas em novas tecnologias. Dentre elas, o Innovation Insurtech Program, programa com o objetivo de desenvolver alunos de graduação em conhecimentos de inovação e ferramentas tecnológicas como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e blockchain, realizado em conjunto com a PUC-Rio e o IRB Brasil RE. Além disso, a MAG Seguros possui um trabalho com a Endeavor, que possibilita que startups apoiem a companhia na resolução de problemas utilizando a transformação digital.

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Catia complementou a fala de Renata lembrando que a cultura data driven pode ser usada na gestão de pessoas através da metodologia de people analytics, pensando no aumento da produtividade, desempenho das equipes. Com isso, é possível até mesmo diminuir o turnover, que é sempre um problema dentro das companhias. As equipes de Recursos Humanos, por meio desse método, podem entender os dados e avaliar atributos, variáveis e comportamentos que tornam os colaboradores mais produtivos, satisfeitos, eficientes e felizes no ambiente de trabalho.

Para a aplicação dessa metodologia, há quatro níveis de maturidade: a coleta de dados estratégicos, determinação de métricas a serem analisadas/objetivos alcançados (KPI), a observação do capital humano e foco em soluções para aplicação dos resultados. Com isso, é possível determinar a modelagem, o processo de previsão dos cenários futuros e aplicabilidade do modelo proposto. Dessa forma, Catia apontou que “o mais importante desafio das empresas é entender que deve haver um equilíbrio entre o uso da tecnologia, modelos preditivos e o olho humano, para podermos captar as nuances e manter a humanização no trato com as pessoas.”

Por último, foi discutido que a aplicação dessa cultura e metodologia deve ser um movimento top down, a mudança deve ser no olhar de gestão, na alta liderança, que precisam estimular e dar exemplo, de forma que todos tenham a cabeça aberta para o novo e tecnológico. “Ter na empresa o DNA de inovação, não está relacionado às pessoas e sim a uma cultura. Para isso, a mobilização de todos é necessária”, ressaltou Patrícia.

N.F.
Revista Apólice

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