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Wilson Toneto

EXCLUSIVO – O IRB Brasil RE realizou na manhã desta terça-feira, 17 de agosto, uma coletiva de imprensa online para apresentar os resultados conquistados pela companhia durante o segundo trimestre de 2021. Participaram do evento Wilson Toneto, presidente interino e vice-presidente Executivo Técnico e de Operações; Werner Suffert, vice-presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores; Isabel Blazquez Solano, vice-presidente Executiva de Resseguros; e Carlos André Guerra, vice-presidente Executivo de Riscos, Conformidade e Jurídico.

A empresa sofreu um prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões, o que demonstra uma melhora em comparação ao segundo trimestre de 2020, quando este montante foi de R$ 656,7 milhões. Nos primeiros seis meses deste ano o índice foi ainda mais positivo e o ressegurador registrou uma melhora, totalizando R$ 465 milhões, com prejuízo líquido de R$ 156,1 milhões. Esse resultado foi consequência principalmente do cenário econômico, ainda impactado pela pandemia; pelos sinistros decorrentes de negócios descontinuados (run-off), com efeito de R$ 190,3 milhões; e por eventos não recorrentes (one-offs) de R$ 14,4 milhões. Se desconsiderados esses efeitos, o IRB teria apresentado um prejuízo líquido de R$ 31 milhões no 2T21.

No segundo trimestre de 2021 a companhia obteve resultado de subscrição superior ao verificado no mesmo período do ano passado em quase R$ 700 milhões, o que acabou superando os resultados esperados para este ano. Além disso, a empresa apresentou uma queda de 39,6 p.p na sinistralidade ante o mesmo trimestre do ano anterior, diminuindo de 135,3% para 95,7%. Se desconsiderado o run-off), o índice foi 84,7%.

Toneto ressaltou durante a coletiva que a natureza da atividade da empresa está sujeita a sazonalidades mensais e trimestrais, não devendo ser consideradas para projeções de resultados dos próximos meses. “A indústria de resseguros é um mercado de resultados voláteis. Nós geramos resultados positivos e recorrentes por trimestres consecutivos, o que mostra o nosso trabalho focado no curto, médio e longo prazo”, afirmou o executivo.

O volume total de prêmios emitidos pelo IRB no segundo trimestre caiu 15,1% quando comparado com o mesmo período de 2020, totalizando R$ 2,16 bilhões. O prêmio emitido no Brasil correspondeu a R$ 1,24 bilhão no 2T21, um crescimento de 6,6% na comparação com o 2T20 devido a um maior volume nas linhas de Vida (+42,9%), Rural (+34%) e outros (+34,5%). Este índice acabou sendo compensado pela redução de 50,6% no segmento Aviação, em virtude de ajustes decorrentes da descontinuidade de contratos, e pela queda de 21,6% no Patrimonial. Os prêmios emitidos no exterior totalizaram R$ 919,3 milhões no 2T21, o que representou redução de 33,3% em relação ao 2T20.

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A companhia, pelo quarto trimestre consecutivo, apresentou uma geração de caixa operacional positiva. No semestre foram R$ 528 milhões e no trimestre R$ 352 milhões. Suffert destacou que apesar dos negócios descontinuados desde julho do ano passado, houve uma melhora em todos os indicadores em relação a 2020. “A tendência é melhorarmos cada vez mais esses números. O resultado financeiro deste trimestre foi uma combinação entre uma melhor receita e a diminuição das despesas administrativas, o que torna o IRB uma empresa cada vez mais sólida”.

O IRB registrou, ao fim do segundo trimestre de 2021, excesso de capital regulatório de R$ 1,2 bilhão, o que equivale a um índice de solvência de 175% (patrimônio líquido ajustado /capital de risco total), ao mesmo tempo em que o índice de solvência total da organização (geralmente utilizado em outros países) alcança o patamar de 273%. Ambos os indicadores apresentam posições melhores que o último trimestre de 2020.

Além disso, a companhia encerrou o mesmo período com suficiência no enquadramento da liquidez regulatória de R$ 335,5 milhões, em comparação aos R$ 167,5 milhões verificados em 31 de dezembro de 2020. Excluindo-se a margem adicional de 20% sobre o capital de risco, o ressegurador registrou, em 30 de junho deste ano, uma suficiência de ativos elegíveis para garantia das provisões técnicas de R$ 644,1 milhões. “Limpamos o portfólio ao excluir contratos com grande representatividade, mas poucos lucrativos. Foram quatro contratos cancelados em 2020 e 13 em 2021. Apesar dessas baixas, conseguimos conquistar novos negócios importantes para a empresa”, disse Isabel.

A publicação pela Susep, em julho, da Circular 634, que regulamentou a Resolução CNSP 412, abrirá novas perspectivas às resseguradoras no Brasil. A partir de agosto, o IRB permitirá a utilização de determinados ativos como redutores de provisões técnicas nas garantias das operações internacionais. Além disso, em dezembro deste ano haverá a eliminação da exigência da margem de liquidez de 20% do capital de risco, o que também é positivo. “Estamos em um processo de revolução normativa, o que é fundamental para que o mercado como um todo possa evoluir. Todas as ações adotas pela organização, juntamente ao avanço da regulamentação no Brasil, vão permitir que a empresa melhore sua capacidade financeira e ofereça mais tranquilidade aos clientes”, ressaltou Guerra.

Nicole Fraga
Revista Apólice

* com informações da assessoria de imprensa

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