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Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros) divulgou um comunicado ontem, 16 de agosto, se posicionando sobre a implementação do Open Insurance, que reúne empresas do segmento e outras que estejam interessadas em criar novos produtos e serviços.

Veja o comunicado na íntegra:

“A Fenacor vê com extrema preocupação os possíveis efeitos da implementação do Open Insurance, que está de forma desnecessariamente abrupta e sem um recomendável e amplo debate dos órgãos reguladores com as instituições do setor de seguros.

Aliás, a Federação convida todo o mercado e, particularmente os dirigentes do órgão regulador, para uma profunda reflexão sobre o que pode advir dessa medida que, em nenhum momento, foi reivindicada ou sugerida por consumidores, seguradores, corretores ou resseguradores.

Simplesmente decidiram copiar o Open Banking, sem levar em conta o quanto são distintos os cenários existentes na área bancária e no mercado de seguros. Jogaram no colo do mercado e dos consumidores um verdadeiro ‘presente de grego’, que pode ter consequências drásticas, inclusive sobre o equilíbrio, a vitalidade e a boa imagem que a indústria do seguro mantém aos olhos da sociedade brasileira.

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Essa questão foi muito bem tratada em artigo de autoria do advogado, jornalista e consultor Antonio Penteado Mendonça, publicado na edição desta segunda-feira (16 de agosto) do jornal “O Estado de São Paulo”. Penteado Mendonça soube elencar, com maestria, os muitos problemas e possíveis efeitos que o Open Insurance pode causar a todos os atores do mercado e, principalmente, ao consumidor.

Destacamos um ponto desse artigo que causa mais do que justa indignação dos corretores de seguros. O Open Insurance ignora completamente a categoria, que é, na prática e historicamente, o principal canal de distribuição de seguros do País.

Como bem ressaltou o articulista, não há menção ao corretor de seguros, seja regulamentando a atuação do grande agente distribuidor das apólices brasileiras, ou como cogestor do Open Insurance, em parceria com os demais players já definidos.

Não vamos acatar calados, tampouco quietos, sem reagirmos na medida exata, essa afronta. Mais uma da já enorme lista de ataques gratuitos dos atuais dirigentes do órgão regulador à figura do corretor de seguros. Uma perseguição que precisa ser melhor investigada e o será, certamente, no momento certo.

Esse é um compromisso que a Federação assume com todos os Corretores de Seguros, com o mercado, os consumidores e a sociedade brasileira”.

N.F.
Revista Apólice

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