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Segundo a Conjuntura CNseg Nº49, em maio deste ano a arrecadação do setor de seguros (sem considerar os seguros de saúde e o DPVAT) foi de R$ 24,7 bilhões, o que representou um crescimento de 41,1% em relação a maio de 2020.  40% do setor de seguros é representado pelo seguro automóvel. Este setor também aumentou, porém em menor proporção, leva apenas 5,8% de crescimento nos primeiros cinco meses do ano e 14,1% em relação a maio do ano passado. Esse aumento acompanhou o crescimento da venda de zero quilômetros e o registro de emplacamento nesse período.

De acordo com o Ministério de Infraestrutura, a frota nacional estava formada por 109.342.158 veículos de diferentes tipos, até maio. Porém, segundo várias pesquisas, menos de 30% dos veículos que circulam no país contam com algum tipo de cobertura.

No cenário atual, as possibilidades de crescimento do mercado de seguros para veículos são enormes, visto que quase 70% desses veículos sem cobertura são veículos que podem ser segurados.

Neste sentido, se espera que algumas novidades no mercado impactem positivamente no mercado de seguros. Uma delas é o Open Insurance, iniciativa que além de promover a modernização deste mercado, também procura que este setor entre em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que entrou em vigor em setembro do ano passado.

Para as seguradoras e corretores, a implementação desta lei garante o acesso a informações de todas as pessoas que possuem um seguro. Ao compartilhar os dados de todo o mercado é possível criar serviços e produtos que se adaptem melhor às necessidades dos clientes, e deste modo, o acesso a este produto poderá ser maior.

Para quem tem um seguro ou pretende tê-lo, se espera que encontre no mercado mais alternativas e como consequência da competência, preços mais convenientes que os atuais. O surgimento do PIX também pode garantir uma maior democratização e acesso à contratação de seguros, pois permite que o pagamento seja mais fácil e simples.Telegram para postApesar de ter que esperar para ver novas propostas de seguro para veículos, o desenvolvimento das alternativas atuais e as facilidades de comercialização podem estar impactando positivamente no valor dos seguros de automóvel.

De acordo com o Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA) o valor médio dos seguros compreensivos para veículos de até 10 anos, nas regiões pesquisadas houve uma queda de 8,9% entre janeiro e junho. Isto é, se o seguro de um veículo de R$ 50.000 no começo do ano era de 5,6% e em de 5,1% significa que em janeiro o custo médio era de R$ 2.800 e em junho passou a custar R$ 2.550.

Impacto da pandemia no mercado de seguros

A pandemia trouxe à tona a necessidade de inovação que o segmento tem. Na maioria dos casos, a pandemia não gerou o desenvolvimento de novas coberturas ou tecnologias do zero, mas acelerou as transformações que já estavam sendo planejadas nas seguradoras e impulsionou o desenvolvimento de novas empresas no setor, favoreceu a comercialização de seguros e também o desenvolvimento de novas propostas para os clientes e para as pessoas que não possuem nenhum tipo de seguro.

O estimulo ao desenvolvimento de novas modalidades foi muito grande, somado às novas normativas dos órgãos reguladores (autorização para a comercialização de seguros com vigência reduzida, com contratos intermitentes, entre outros.), podemos ver alternativas muito atrativas diante do seguro tradicional. Uma dessas inovações é o seguro por assinatura, nesta modalidade o segurado paga uma mensalidade pelo serviço e quando quiser pode suspender a cobertura.

A Thinkseg oferece um seguro que se ajusta ao dia a dia do segurado. A proposta é pagar uma mensalidade pelo seguro, somado à quantidade de quilômetros percorrido no mês, em geral o valor do quilômetro é de apenas alguns centavos. As coberturas que podem ser incluídas neste seguro são as mesmas que um seguro tradicional: roubo e furto, incêndio, desastres da natureza, cobertura para terceiros, e as demais. Outra vantagem além do preço econômico é a possibilidade de contratação on-line, sem intermediários.

Outra empresa que está no mercado há muito tempo é a Youse, empresa da Caixa Seguradora. Também oferece o mesmo tipo de seguro por assinatura com amplas coberturas e a possibilidade de montar o próprio plano e deixar quando quiser, sem multas.

Seguindo esta mesma linha a Porto Seguro tem o Bllu que oferece seguro por assinatura mensal, mas, no momento só está atuando em Minas Gerais (MG) e no Rio de Janeiro (RJ), e em algumas cidades: Vitória (ES), Distrito Federal (DF), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).

Além dessas novas propostas, as novas experiências tecnológicas geraram novos hábitos de consumo e um novo estilo de vida, que está e seguirá mudando o mercado de seguros, visando a oferecer seguros que se moldam de acordo a rotina das pessoas, que levam em conta o que é mais valioso para seus clientes oferecendo cada dia seguros mais personalizados.

*com informações de Melisa Murialdo 

N.F.
Revista Apólice

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