vida

Um Levantamento da corretora norte-americana Lockton, que gerencia programas de seguros para grandes empresas, mostra que dos 468 casos de sinistros de seguro de vida registrados pela companhia, entre o início da pandemia e maio deste ano, 115 foram em decorrência de Covid-19. O número corresponde a 25% das ocorrências no período analisado. O volume de indenizações para as famílias de vítimas da doença somou R$ 11 milhões.

Em apenas 4 meses, entre fevereiro e maio deste ano, em decorrência da segunda onda, 48% dos sinistros de seguro de vida apresentados pelos clientes da corretora foram relativos às vítimas de Covid-19. Diante da elevação da sinistralidade causada pela Covid-19, a empresa visualiza que o mercado tenderá a rever suas precificações e condições.

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Segundo Ricardo Sant’Ana, diretor de benefícios da corretora, o impacto das precificações deverá afetar tanto as renovações das apólices que tiveram a performance de sinistralidade afetada pela Covid, como também para novos negócios. As seguradoras deverão reavaliar internamente os setores mais expostos. “As taxas de seguro de vida deverão subir”, avalia o executivo.

Segundo Sant’Ana, a Lockton identificou que algumas seguradoras poderão rever suas condições técnicas e até considerar “carências” para eventos de covid-19 para novos contratos. A recomendação da Lockton é ficar bastante atento aos processos de mudança de seguradora para garantir que não haja impactos. “As seguradoras poderão ser menos flexíveis nas renovações e em alguns casos sinalizar contratos com prazos mais dilatados para diluir o risco”, avalia o especialista.

N.F.
Revista Apólice

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