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O turismo de vacina vem sendo praticado após surgir a oportunidade de garantir a vacinação contra a Covid-19 em alguns países que estão disponibilizando doses para estrangeiros. O assunto tem gerado controvérsias, mas vem sendo realizado e também visto como incentivo ao turismo e movimentação da economia local, mais comum nos Estados Unidos.

Atualmente, no Brasil, o volume de pessoas não vacinadas ainda é muito alto. Os brasileiros vacinados representam, aproximadamente, 11% da população, considerando quem tomou duas doses. Esse número representa cerca de 23 milhões de pessoas. Já as pessoas que tomaram a primeira dose, o número fica na casa de 1.4M de vacinados.

Ale Boiani

Embora não haja uma garantia direta de que a pessoa será vacinada no país americano, por exemplo, as chances são muito altas se forem cumpridos os requisitos e atenderem às regras dos pais.

Falando especificamente dos brasileiros, não é possível ir diretamente aos Estados Unidos. É necessário passar 14 dias em um dos países autorizados pelos EUA, como México, Panamá, República Dominicana, e alguns outros mais distantes.

Cada um destes países está atuando de uma forma diferente, o que faz com que os EUA possa mudar esta lista a qualquer momento. No Panamá, por exemplo, ao chegar no país é obrigatório realizar um teste de Covid-19, ficar 5 dias em um “hotel hospital”, fazer mais um teste, e aí então sair e cumprir o restante dos dias antes de viajar para os EUA. Já o México e a República Dominicana estão aceitando brasileiros sem estas restrições, e a pessoa pode aproveitar o local nos 14 dias em que permanecer por lá.

Em resumo: além do visto de entrada para os Estados Unidos, o turista precisa garantir o Teste PCR negativo, 72 horas antes de embarcar, 14 dias em algum dos países autorizados, e a cobertura de saúde para Covid-19. Além de poder ser vacinado antes de chegar sua vez aqui no Brasil e disponibilizar vaga para quem não tem esta possibilidade de ser vacinado antecipadamente no exterior, o “tipo” de vacina também tem sido fator importante na decisão de quem vai viajar para os EUA. Nos EUA as vacinas ministradas alternam em 3 tipos: a da Johnson, que é de dose única, e a da Pfizer e Moderna, aplicadas em 2 doses.

O mundo todo tem imposto restrições quanto a aceitação de turistas não vacinados. Em relação ao tipo da vacina, nenhum país se posicionou oficialmente, embora haja rumores de que alguns países da Europa só aceitariam vacinas específicas. Como esta decisão gera impacto direto no turismo do país, é provável que haja uma série de discussões entre as autoridades, até que seja de fato aprovada.

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Vale ressaltar que é importante, antes de realizar o turismo de vacina, emitir um seguro viagem, ou ter um produto de saúde com cobertura internacional que cubra Covid-19. Além de ser obrigatório para realizar a viagem, trata-se de uma proteção importante, já que as despesas com o tratamento da doença podem ser bastante altas.

O seguro viagem serve para cobrir acidentes ou doenças agudas, inesperadas. No começo da pandemia, várias seguradoras só estavam cobrindo Covid-19 para quem já estivesse viajando. Agora, várias delas oferecem a cobertura, mas com um custo adicional, que não é baixo.

Os preços dos seguros viagem pós-pandemia subiram consideravelmente. Assim como na Europa sempre teve obrigatoriedade de contratação de seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros, o chamado Tratado de Schengen, nos Estados Unidos, também tem exigido comprovação de cobertura de seguro, para não terem despesas caso a pessoa adoeça durante a estadia no país. As companhias que oferecem seguro viagem no Brasil têm limitado a cobertura da doença em U$ 30 mil, mesmo que para outras coisas a cobertura seja maior.

Alguns países estão começando a desenvolver ainda mais o turismo de vacina, e aproveitando o movimento da população para promover passeios e experiências locais. Um caso curioso está acontecendo na Romênia, em um castelo na Transilvânia, conhecido como o Castelo do Conde Drácula: o programa de vacinação para turistas é feito no castelo e a pessoa recebe um certificado de que foi vacinada lá e ainda tem acesso gratuito ao museu interno do local.

* Por Ale Boiani, CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup

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