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EXCLUSIVO – Com o objetivo de debater a importância da sustentabilidade no mercado, a SulAmérica Investimentos realizou na manhã desta quinta-feira, 10 de junho, o evento “Conexão ESG”. Os painéis da transmissão ao vivo abordaram a adoção de critérios ambientais, sociais e de governança corporativa e como eles impactam as empresas ao redor do mundo.

No painel “Decisões que Transformam: Práticas ESG” os convidados foram o superintendente de Renda Variável da SulAmérica, Juan Morales; e a head de Crédito Privado da companhia, Daniela Gamboa, com mediação da CEO da Resultante Consultoria, Maria Eugênia Buosi. Os executivos comentaram sobre a visão dos gestores sobre o ESG e quais estratégias são elaboradas para aplicar esse conceito nos fundos de investimentos.

Para que um investimento possa ser considerado sustentável, o gestor deve utilizar uma ou mais abordagens que utilizem avaliação ESG para colocar o ativo no portfólio. Há o filtro negativo, no qual são definidos os setores que definitivamente não são sustentáveis, sendo ele o mais utilizado pelas companhias globalmente. Na Integração ESG, é feita uma avaliação de uma combinação dos fundamentos da organização com os critérios.

Já no filtro positivo, o gestor seleciona as melhores empresas no quesito ESG para fazer parte dos fundos da corretora de investimentos. O quarto filtro, que é o Investimento Temático, é um fundo de investimentos em energia renovável, saneamento, sendo possível alocar investimentos para gerar externalidades positivas. No último filtro, o engajamento, é gerado um envolvimento com as companhias para essa transformação. “O equilíbrio econômico, ambiental e social, alinhado ao desenvolvimento do capital humano dentro da companhia, é o que torna uma empresa resiliente. Esse tema se tornará cada vez mais relevante na comunidade de investimento e em diversos outros mercados, inclusive o de seguros”, afirmou Morales.

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A SulAmérica Investimentos foi uma das primeiras assets, no ano de 2009, a se tornar signatária dos Princípios para o Investimento Responsável, rede apoiada pela ONU com mais de 1.500 signatários em mais de 50 países, representando mais de U$ 60 trilhões em ativos administrados, auxiliando na estruturação de um sistema financeiro global eficiente e sustentável. Além disso, a gestora conta com dois produtos temáticos alinhados às práticas de ESG: o SulAmérica Total Impacto FIA e o SulAmérica Crédito ESG.

Segundo Daniela, o desenvolvimento dos conceitos de ESG no Brasil ainda está no estágio inicial, mas que nos próximos anos haverá um crescimento exponencial principalmente por causa da pandemia e das mudanças climáticas. “Vemos o ESG como uma evolução e não uma revolução, por isso acreditamos na transição do mercado, mas ainda há questões urgentes para serem resolvidas. Isso é uma forma de ver o nosso papel sobre tudo o que está acontecendo e motivar as organizações a serem transparentes, terem metas alcançáveis e monitorarem essa transição do setor”.

De acordo com Morales, para que os gestores sejam impulsionados a adotarem melhores práticas eles devem ter em mente que esta é uma causa que vai maximizar o valor da empresa perante a sociedade, gerando um benefício de imagem para a companhia e trazendo um nível de inovação para os stakeholders. “O investidor que não abraçar essa causa vai deixar diversas possibilidades de negócios irem para o ralo, além de perder a oportunidade de melhorar a mitigação dos riscos operacionais da organização, o que acaba impactando o fluxo de caixa”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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