sulamérica

EXCLUSIVO – De acordo com um levantamento feito pela Abramge (Associação Brasileira de Plano de Saúde), entre operadoras de planos de saúde associadas, mais de 2,5 milhões de teleconsultas foram realizadas entre os meses de abril de 2020 e março deste ano. A base considera operadoras que, juntas, atendem mais de 8,7 milhões de beneficiários em todo território nacional.

A telemedicina é uma área da saúde que oferece atendimento remoto para toda a população, permitindo que sejam realizadas consultas, interpretação de exames e laudos médicos à distância. Seu principal objetivo é auxiliar as pessoas que, muitas vezes, por conta da localização ou falta de recursos, não têm acesso à medicina de qualidade.

Para o Dr. José Luciano Monteiro da Cunha, coordenador do Comitê de Telemedicina da Abramge, a teleconsulta é um serviço extremamente importante, ainda mais diante do protocolo de distanciamento social imposto pela Covid-19. “Graças à telemedicina é possível manter o acesso e a coordenação dos cuidados com a saúde da população, com qualidade, segurança e eficiência, além de diminuir a alta demanda por triagem e pronto-atendimentos”. Segundo o médico, o serviço também proporciona a solução de casos de baixa e média complexidade, evitando deslocamentos desnecessários e, consequentemente, diminui os custos para as seguradoras e operadoras.

Telegram para post

A eficácia e a segurança da telemedicina foram comprovadas pela entidade. Ainda de acordo com o levantamento da Abramge, entre as teleconsultas registradas, cerca de 90% dos casos foram solucionados à distância. Ou seja, a cada 10 pacientes atendidos, nove não precisaram ir ao hospital, evitando a exposição ao coronavírus. “É responsabilidade das operadoras garantirem que seus beneficiários tenham acesso ao melhor serviço de saúde possível e o melhor serviço”, afirma Ricardo Salem, diretor da Saúde da Care Plus. A empresa. Segundo o executivo, nos últimos 12 meses foram realizados em torno de 36 mil atendimentos de teleconsulta, representando um aumento de 720% que o mesmo período anterior.

O GNDI (Grupo NotreDame Intermédica) contabilizou, também nos últimos 12 meses, pouco mais de 1 milhão de teleconsultas. Segundo Paulo Yoo, gerente Médico de Telemedicina e Inovação do Grupo, a telemedicina oferece benefícios como a melhora do absenteísmo, a redução de emissão de gás carbônico, e, obviamente, a assistência de qualidade com segurança para os colaboradores e pacientes. “O serviço disponibilizado envolve o pronto-atendimento médico, pronto-atendimento de saúde mental, consultas eletivas em diversas especialidades e consultas de nutrição. A Medicina Preventiva sempre foi um dos pilares do GNDI e deverá se fortalecer ainda mais com o autocuidado dos beneficiários, que estão percebendo a verdadeira necessidade de se cuidar para ter saúde, potencializando ainda mais a sua atuação nos cuidados”.

A Amil realizou desde março do ano passado mais de 1 milhão de teleconsultas, nos dois modelos oferecidos pela operadora: suporte de urgência e consulta com hora marcada. No último mês de abril, a empresa bateu recorde de consultas de telessaúde, com 144.639 mil atendimentos. “Seguiremos firmes na missão de ampliar o acesso à saúde suplementar, oferecendo planos acessíveis por todos os portes de empresas e desenvolvendo soluções para atender às novas necessidades de mercado. Outra oportunidade da telemedicina é a conexão entre grupos de profissionais de diferentes especialidades para discussão de casos clínicas em tempo real”, diz Fernando Pedro, diretor de Gestão de Valor em Saúde da companhia

Apesar do serviço estar crescendo cada vez mais no mercado da saúde suplementar, a telemedicina ainda não foi regularizada de forma definitiva no Brasil. A Lei 13.989, de autoria da deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Mista de Telessaúde, Adriana Ventura, autoriza o uso da telemedicina em caráter emergencial, apenas durante a crise do coronavírus. “Em um país com dimensões continentais como o Brasil, a telessaúde vem com a proposta de romper as barreiras geográficas e permitir a integração da saúde e a inclusão social. Desta forma, é possível neutralizar alta concentração de profissionais em grandes centros. Além disso, a segurança jurídica é fundamental para o exercício da telessaúde pelos profissionais, bem como para o mercado e para os pacientes”, ressalta Cunha.

Nicole Fraga
Revista Apólice

Deixe uma resposta