casa

Gostaria de começar meu texto perguntando se você, pai/mãe, sabe que sites seu filho acessa, que arquivos ele baixa e com quem conversa na internet? Provavelmente a resposta para algumas dessas questões seja não. Por mais que especialistas façam o alerta de que é preciso manter vigilância constante e acompanhar o rastro digital de crianças e adolescentes, muitas vezes acabamos fazendo tantas coisas que esquecemos disso e confiamos na educação que demos para eles.

Porém, no último ano, a situação mudou. A pandemia mudou radicalmente a maneira como eles se relacionam e, mais ainda, assistem à aula. Se antes meio turno era passado na escola, agora este turno é em frente ao computador. Aulas, atividades extracurriculares, jogos online, redes sociais passaram a ser a realidade para crianças e jovens, que necessitam da tecnologia para realizar atividades que antes eram feitas longe de telas. E os pais, que também precisaram transformar sua casa em local de trabalho, não dão conta de acompanhar de perto tudo. O perigo, que antes estava em cada esquina, agora está dentro de casa.

Guilherme Bini

Em 2020, o Brasil sofreu seu maior ataque hacker da história. No último ano, foram mais de 3,4 bilhões de ataques cibernéticos, o que deixa o país nas primeiras posições em perdas por este tipo de ação. Assistentes eletrônicas com acesso a uma infinidade de informações e dados que não fazemos nem ideia tem se popularizado nos últimos anos e nos deixado ainda mais vulneráveis.

Se nós, adultos, muitas vezes caímos em golpes manjados, acessamos sites duvidosos e temos nossos dados roubados, como podemos esperar que as crianças e jovens se comportem de maneira exemplar neste mundo novo que se abre diante deles pelo computador? Mesmo que já tenham nascido num mundo digital, muitos não faziam tanto uso desses equipamentos até o ano passado. É preciso, portanto, conversar, orientar, vigiar e, mais do que tudo, se proteger para evitar que pequenos descuidos se tornem grandes problemas. É preciso fazer de nossos lares locais seguros, para que todos possam explorar os benefícios do uso da tecnologia.

* Por Guilherme Bini, presidente do Sindseg RS

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