vida

Recentemente, foram divulgadas informações sobre o crescimento expressivo na contratação de seguros de vida no mercado brasileiro. Segundo levantamento da Brasilseg, do Banco do Brasil, a contratação de apólices do produto pelos clientes de 18 a 20 anos cresceu quase 205% em janeiro deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Já a pesquisa realizada pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) mostra que houve um acréscimo de 26% nessa mesma modalidade em 2020, quando comparado ao resultado de 2019. No primeiro bimestre de 2021, o ritmo de crescimento se manteve com avanço de 24,9%.

Considerando que em 2020 vivenciamos nove meses de isolamento social com graves efeitos sobre a economia, superar patamares anteriores ao período de crise deve ser motivo de muito orgulho e comemoração. E quando verificamos essas performances podemos fazer algumas interpretações. A primeira, que já citei em outros artigos, é que a pandemia evidenciou a responsabilidade de revistarmos diversos conceitos. Entre eles, o planejamento financeiro familiar que alçou uma condição de importância não percebida nessa proporção anteriormente.

Ronaldo Dalcin

Nessa linha, a pandemia também acelerou nosso conceito de necessidade de proteção, o que certamente contribuiu para que aumentasse a busca por um esteio securitário. E quando escrevo proteção, aí vem um ponto muito importante, pois se anuncia o imperativo de uma proteção ampla e familiar.

Dito isso, é importante perceber que o ecossistema segurador está em constante processo evolutivo, trazendo as mais diversas possibilidades para os produtos de vida. Além das tradicionais coberturas de morte e invalidez, por exemplo, podemos optar pela cobertura de doenças graves que são benefícios utilizados em vida. Algumas seguradoras trabalham com combos para essas situações que vão desde um AVC, um transplante e a esclerose múltipla.

Estamos aqui falando não somente de um leque diverso de possibilidades que o seguro de vida apresenta em termos de coberturas, mas também um ponto que o torna ainda mais atrativo sob o ponto de vista de serviços agregados: a telemedicina. Ela foi autorizada em caráter emergencial pelo Ministério da Saúde nesse período e disponibilizada por algumas empresas seguradoras em seus portfólios.

A facilidade e segurança de ter um médico disponível por vídeo, sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia, é realmente um grande atrativo, especialmente nesse cenário pandêmico em que o isolamento social se torna imprescindível. Esse diferencial tem demonstrado sua relevância, como mostram dados divulgados pela Doctoralia, uma das principais plataformas de consulta de especialistas e centros médicos do Brasil: cerca de 86% dos brasileiros aprovam o uso da telemedicina e 81% afirmam que vão continuar utilizando a ferramenta pós-pandemia. Portanto, é algo que já foi incorporado ao nosso ambiente.

Ainda no que se refere à proteção ampla familiar, reforço veementemente que o setor segurador tem feito uma contribuição indispensável para a consolidação desse conceito que tem tudo a ver, também, com planejamento financeiro. Sim, isso mesmo! Ter apólices de seguros previstas em seu orçamento passa a ser uma condição sine qua non para quem considera assunto sério a vulnerabilidade da vida, os riscos dos negócios e sua continuidade.

E aqui, mais uma vez, a pandemia nos trouxe à tona essa conscientização. Quem pode me ajudar a fazer a avaliação de riscos, necessidades e me trazer alternativas? Sem dúvida, um corretor profissional de seguros, devidamente lastreado por uma seguradora oficial. Corretores, segurados e seguradoras formam uma tríade imprescindível ao desenvolvimento desse país, com contributos de grande valia para a sociedade e a economia.

* Por Ronaldo Dalcin, presidente do Sindseg N/NE (Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste)

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