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EXCLUSIVO – Aproximadamente 1,28 milhão de brasileiros passaram a contar com planos exclusivamente odontológicos nos 12 meses encerrados em janeiro de 2021, conforme aponta a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Com o crescimento de 4,9% no número de beneficiários, o setor passa a atender 27,2 milhões de pessoas no Brasil.

De acordo com a Nota, esses números referentes a janeiro foram impulsionados pela contratação de planos na região Norte, que avançou em 6,4% em 12 meses, e por beneficiários com 59 anos ou mais, que cresceu 10,2%. Para Rodrigo Bacellar, diretor-presidente da Odontoprev, é importante observar que apesar do mercado comemorar este crescimento contínuo, ainda existe um enorme potencial de expansão. “A pandemia, de uma forma geral reforçou a relevância da prevenção com a saúde, e com a saúde bucal não foi diferente. Ao cuidar da nossa boca desde cedo, prevenimos diversas doenças que têm origem no sistema digestório, muitas delas mortais. Um bom exemplo é de que cerca de 45% das doenças cardíacas e 36% das mortes por problemas cardíacos possuem origem dental”.

Segundo Sandra Ossent, gerente do Porto Seguro Odontológico, outro ponto importante de ser ressaltado nesse crescimento de beneficiários é o aumento da atuação de seguradoras com micro e pequenas empresas, além dos MEIs. “Hoje permitimos a contratação do plano coletivo para empresas a partir de 3 vidas, com 1 titular. Isto contribui para que mais brasileiros consigam incluir este benefício junto ao seu negócio e mais corretores tenham novas oportunidades de aumentar a carteira. Além disso, o produto tem um custo acessível quando comparado com tratamentos particulares em virtude do mutualismo”.

Apenas 12,8% da população brasileira conta com um plano odontológico e, para que mais pessoas tenham acesso ao benefício, as empresas do setor devem adotar estratégias que permitam o acesso à saúde integral dos brasileiros e se aproximem da rede referenciada, fechando parcerias. “Devemos focar cada vez mais nas necessidades das pessoas e desenvolver produtos e serviços que considerem as principais demandas da sociedade. Na Amil, por exemplo, procuramos sempre mapear o que os consumidores buscam e oferecer soluções. Foi baseado nessa premissa que lançamos planos voltados para o público infantil e com coberturas estéticas, por exemplo”, diz Robert Wieselberg, diretor da Amil Dental.

Marina Tozzi, gerente de Negócios da Unimed Odonto, afirma que uma das principais tendências do setor é a venda de produtos individuais ou familiares por meio de canais de varejo diversos e do e-commerce, como também maior representatividade na aquisição do plano odontológico por meio de entidades de classe (coletivo por adesão). “Além disso, a teleorientação odontológica deverá permanecer como serviço em outros formatos, mesmo após a pandemia ser definitivamente controlada. Mas mesmo com esse serviço, é necessário ressaltar que a consulta presencial e o exame físico são insubstituíveis, sendo que somente o dentista, no ambiente do consultório, possui os recursos necessários para proceder adequadamente ao diagnóstico e tratamento. Todas essas transformações farão com que as operadoras tenham processos mais centralizados em seus clientes do que em seus produtos, o que deverá alçar os planos odontológicos para novos patamares de qualidade e satisfação”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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