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EXCLUSIVO – Para comentar os resultados do setor em 2020 e avaliar o que está por vir em 2021, o SindSeg-SP (Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros de São Paulo) reuniu em uma live na manhã desta quinta-feira, 04 de março, lideranças do mercado. Rivaldo Leite, presidente da entidade, recebeu Alexandre Camillo, presidente do Sincor- SP (Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de todos os ramos de Seguros, Resseguros e Capitalização do Estado de São Paulo); e Marcio Coriolano, presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), que falaram sobre comunicação no mercado, acessibilidade e mudanças regulatórias.

Coriolano apresentou alguns números do mercado em 2020. Segundo dados divulgados na 37ª edição da Conjuntura CNseg, o seguro residencial viu sua demanda aumentar no ano da pandemia e apresentou crescimento de dois dígitos desde agosto. Em dezembro, o avanço na arrecadação foi de 21,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. “Houve uma potência sinergia entre seguradores e corretores para que esses resultados fossem alcançados. Mas o mais importante é o que está por trás dos números, a preferência do cliente. É necessário que todos que atuam no setor estejam antenados com os novos hábitos de consumo”.

Leite começou a transmissão ao vivo ressaltando a importância das entidades que representam o mercado se unirem, criando produtos e oferecendo capacitação aos corretores para que o setor possa crescer mais 1,3% em 2021. “O momento é oportuno para discussões e elaboração de um planejamento estratégico. Nós, representantes da instituição seguro, assumimos há muitos anos atrás o desafio de elevar o patamar do mercado. O seguro é o melhor instrumento mitigador de perdas e garantidos do futuro, e com a pandemia mais pessoas terão a percepção de que se proteger de diversos riscos é importante”.

Camillo reforçou a importância dos movimentos que a Susep vem adotando para proporcionar mais inovação e expansão do setor, como o Sandbox Regulatório e a Circular 621, que possibilita às seguradoras oferecerem às combos, combinar coberturas e desenhar produtos para nichos específicos. “A missão da autarquia é promover o crescimento do setor mediante a confiança do consumidor, e estabelecendo medidas como essas a entidade está cumprindo com o seu papel. Se a gente olhar para o que temos e o que podemos fazer, temos um oceano gigante para navegar”.

O presidente do Sincor-SP também ressaltou o fato de o mercado alcançar apenas 30% da população brasileira, deixando desassistida a classe com renda média mais inferior. De acordo com Camillo, ao aumentar a acessibilidade ao seguro será possível inaugurar novos nichos para que os corretores possam explorar. “O Brasil não precisa de um seguro social, mas sim de um seguro de baixo custo que cumpra com o verdadeiro papel social, não deixando muitas famílias dependendo dos benefícios oferecidos pelo governo. Temos que promover mais a densidade do seguro na população”.

Já no final do evento, Coriolano afirmou que o mercado deve investir mais em comunicação neste ano, desmistificando a ideia de que seguro se resume apenas a um produto que só irá ser usado em um momento desagradável da vida. “A prova viva de que isto é um mito é o fato do número das assistências prestadas pelas seguradoras ter crescido consideravelmente durante a pandemia. O corretor já faz muito bem esse papel de publicidade, mas acredito que propagar o papel importante que o setor cumpre perante a sociedade é nosso dever”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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