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Por ser um dos setores que manteve as atividades durante a pandemia, o transporte terrestre de cargas segue como um dos principais alvos do crime organizado. Essencial para garantir o abastecimento do País, o setor sofre com as ocorrências de desvios de cargas seguidos de roubo, que continuam altas: uma média de 500 por dia, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo.

“Com a crise do coronavírus, alguns produtos começaram a faltar no mercado e, consequentemente, tiveram alta nos preços, como remédios e alimentos. Isso chama a atenção do crime organizado, que passa a ver esses itens como alvos de roubos”, afirma Sergio Luis de Oliveira, diretor da área de Seguros Transporte e Logística da Howden Harmonia Corretora de Seguros. “Com acesso às rotas, aos motoristas e às tecnologias utilizadas, criminosos desviam as cargas dos caminhões e assumem as entregas a preços menores.”

Mesmo contando com o seguro obrigatório para os transportes, os prejuízos causados pelos roubos são enormes para todos os envolvidos no processo. Seguradoras têm que pagar elevadas indenizações decorrentes dos contratos de seguro, proprietários das mercadorias não têm seus produtos entregues e transportadoras perdem credibilidade e clientes.

Esses fatores causaram um aumento na procura por serviços de Gerenciamento de Riscos, setor que está em constante inovação. “Para estarem à frente das ações do crime organizado, as empresas que trabalham com gerenciamento de riscos investem muito em tecnologia e eficiência para reduzir os desvios”, diz Oliveira. “Conscientes disso, trabalhamos com um plano conjugado, que inclui não só o seguro, mas também toda a inteligência estratégica e assessoria para o serviço de gerenciamento de risco e gestão logística”, explica o executivo.

Nesse plano da Howden Harmonia, a corretora faz a consultoria para a contratação da operadora de gerenciamento de risco ideal para cada empresa e tipo de carga e, em contrapartida, oferece uma condição comercial melhor na contratação do seguro. Como em qualquer seguro, no caso dos transportes, o preço também é reduzido com base no histórico e no número de sinistros. Com a contratação de um serviço de gerenciamento, é possível chegar a uma redução de 80% dos riscos o que, consequentemente, reduz ano a ano o valor do seguro.

Segundo Oliveira, é possível recuperar o investimento feito com o serviço de gerenciamento de risco em até cinco anos, já que ele comprovadamente reduz, de forma significativa, as possibilidades de crime. “Quando há um gerenciamento de risco forte, as tentativas de roubos de vão sendo sucessivamente frustradas, o que faz com que os criminosos desistam das cargas gerenciadas”, comenta. “Tudo isso torna o gerenciamento de risco essencial não só para a segurança das cargas e das pessoas envolvidas no processo do transporte, mas também para a empresa, que consegue reduzir os desvios de toda a frota e também os custos”, finaliza.

N.F.
Revista Apólice

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