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A Susep (Superintendência de Seguros Privados) divulgou hoje a Síntese Mensal dos principais dados relativos ao desempenho do setor de seguros até dezembro de 2020. As informações foram obtidas a partir dos dados encaminhados pelas companhias supervisionadas. O documento é atualizado de acordo com o envio pelas empresas, podendo haver ajustes em função de recargas do Formulário de Informações Periódicas (FIP).

As receitas dos segmentos supervisionados pela Susep totalizaram R$ 30,84 bilhões em dezembro de 2020. No acumulado de 2020, o patamar de receitas de R$ 274,11 bilhões fechou 0,6% acima de 2019.

Com uma alta de 15,1% em relação a dezembro de 2019, o setor reverteu a queda de 1% observada no acumulado até novembro, no comparativo com 2019. Consideradas as projeções para o PIB de 2020, estima-se que a penetração (receitas/PIB) do setor aumente de 3,5%, em 2019, para 3,7%, em 2020.

Entre os diversos segmentos, Danos confirmou-se como destaque do ano, com crescimento nominal de 3,6% em 2020.

Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 25,90 bilhões em dezembro de 2020. No acumulado do ano são R$ 236,77 bilhões.

Nos seguros de pessoas, desconsideradas as receitas com VGBL, a alta foi de 4,9% em relação a 2019. Enquanto nos seguros de danos a alta foi de 8,6%, desconsideradas as receitas de seguro auto.

O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios acumulados de R$ 157,91 bilhões em 2020, revelando estabilidade em relação a 2019.

O destaque positivo no segmento de pessoas foi o seguro de vida, que teve crescimento de 13,9% em relação a dezembro de 2019, fechando o ano com alta de 11,3% em relação a 2019.

Também se destacaram os seguros de acidentes pessoais, com alta de 11% em comparação a dezembro de 2019.

Ainda os seguros prestamistas mostraram um crescimento forte em relação a dezembro de 2019, equivalente a 6,0%. No acumulado do ano, o aumento foi de 7,2% em relação a 2019.

Mantendo a retomada observada pela Susep em novembro, as contribuições do VGBL subiram 29,2% em relação a dezembro de 2019, atingindo o patamar de R$ 14,42 bilhões de receita, maior valor desde dezembro de 2016. No resultado do ano, no entanto, as contribuições ficaram 1,8% abaixo de 2019.

Já nos seguros de danos, 2020 apresentou alta de 3,6% em comparação com 2019, com crescimento nas receitas de quase todos os segmentos, exceto auto, transporte e garantia estendida.

Os seguros de danos somaram um total de R$ 78,86 bilhões em 2020. O segmento de auto respondeu pela principal participação, com 44,8% dos prêmios. Em 2019, a participação de auto foi de 47,4%.

O seguro rural, com crescimento expressivo em 2020, saiu de 7,0% em 2019 e ficou com 8,7%, a segunda maior participação de danos. Os seguros compreensivos (8,2%), habitacional (5,7%) e patrimoniais (4,9%) completam a lista dos cinco maiores.

O seguro auto apresentou uma melhora em dezembro, com um total de R$ 3,54 bilhões em receitas, com crescimento de 6,7% em relação a dezembro de 2019. O bom resultado em dezembro, no entanto, não foi suficiente para reverter a queda no ano de 2020, que fechou 2,1% abaixo de 2019.

Merece destaque no segmento auto o número de cancelamentos observado em 2020, principalmente em abril, início da pandemia, quando o índice ficou em torno de 13%, com quase R$ 375 milhões em cancelamentos.

Outro ponto relevante para o segmento, durante 2020, foi o índice de sinistralidade, que acabou o ano com uma estabilização mensal, retornando a valores próximos aos patamares pré-pandemia.

No entanto, no ano de 2020 a sinistralidade total foi de 54,1%, abaixo dos números observados em anos anteriores.

Nos produtos de previdência, observa-se uma alta de 1,2% na receita, em comparação ao mês de dezembro de 2019. No ano, registrou-se queda de 2,0% nas contribuições, quando comparado com 2019.

O PGBL apresentou aumento de 2,0% em relação a dezembro de 2019, contribuindo para um crescimento anual de 0,8% em 2020. A receita líquida em 2020, no entanto, foi de R$ 2,38 bilhões,
abaixo dos R$ 2,66 bilhões arrecadados em 2019.

Observou-se, nas receitas de 2020 em comparação com 2019, uma queda de 10,1% na Previdência Tradicional.

Enquanto o percentual de retenção de pessoas e auto permaneceu com valores próximos a 100%, o que indica uma baixa necessidade de resseguro, os demais ramos de danos apresentaram um percentual de retenção entre 70% e 80%, com o ano de 2020 tendo apresentando o menor valor da série, igual a 70%.

Parte dessa redução pode ser explicada pela maior participação no segmento de ramos típicos de grandes riscos, que demandam uso mais intensivo de resseguro.

A Síntese Mensal divulgada pela Susep está disponível no link.

N.F.
Revista Apólice

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