seguros

EXCLUSIVO – Para falar sobre os desafios da distribuição de seguros pós-Covid no Brasil e na Europa, o CVG-RJ (Clube de Vida em Grupo do Rio de Janeiro) realizou na tarde de ontem, 24 de fevereiro, a primeira edição internacional do evento “Almoço com Seguro”. A transmissão ao vivo foi realizada pelo canal do YouTube da entidade e mediada pelo presidente do Clube, Octávio Perissé, e o vice-presidente, Enio Miraglia.

Os convidados da live foram César Garcia, delegado da APROMES (Associação Profissional de Mediadores de Seguros) em Portugal; Henrique Brandão, presidente do Sincor-RJ (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro); e Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

Comentando sobre o setor segurador na Europa, Garcia afirmou que conhecer os mercados internacionais pode auxiliar o Brasil a refletir sobre o desenvolvimento das suas atividades e conquistar mais clientes, pois cada vez mais as pessoas estão sendo expostas a riscos. Segundo o especialista, a média de participação do seguro no PIB europeu gira em torno de 6%. “Isso nos mostra o quanto a indústria brasileira de seguros pode expandir, pois é ela quem dá apoio aos outros setores da economia. As seguradoras têm oferecido planos de facilitação do pagamento do prêmio, diminuindo valores dos produtos e investindo em novas ferramentas tecnológicas, o que já é um grande passo para a recuperação do setor”.

Brandão abordou a aceleração do processo de digitalização no setor devido à pandemia e a reavaliação do modelo de intermediação. De acordo com ele, o corretor deve investir na tecnologia para aumentar as vendas, mas mantendo uma relação humanizada com o consumidor. “O corretor é o ator principal da distribuição de seguros no mundo inteiro. Enquanto existir a capacidade da relação humana existirá a categoria, não importa o quanto a tecnologia avance. Em tempos de isolamento social, é fundamental que os profissionais aproveitem para se qualificar, participar de treinamentos e elaborar ações para expandir a carteira. A importância da proteção nunca esteve tanto em evidência, sejamos inteligentes para aproveitar as oportunidades que estão surgindo”.

Molina falou um sobre a acessibilidade da população na aquisição de um seguro, afirmando que, além da regulamentação, a estrutura fiscal e tributária do Brasil não permite que o mercado ofereça produtos com valores mais baixos. De acordo com ele, o maior desafio do setor é proporcionar mais qualidade e benefícios para os clientes pelo mesmo preço. “Quando quebrarmos as barreiras para aumentar a acessibilidade do seguro, nosso setor irá crescer. Uma maneira das seguradoras acelerarem esse processo é através de economia nas despesas administrativas, atingindo uma maior escala, e nos custos com a distribuição, investindo em ferramentas que gerem maior eficiência e produtividade”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

Deixe uma resposta