seguro

Com a pandemia, bloqueios e o isolamento social, muitas pessoas estão em casa para reduzir o avanço do vírus. Com uma grande parte da população trabalhando em casa, muitos veículos ficam sem uso por semanas, e como consequência, os usuários exigem novas formas para contratar o seguro. O conceito principal é diversificar e flexibilizar o modo de adquirir o produto.

Com o auxílio da telemática, comunicação à distância realizada por meio de uma rede de telecomunicações, aliado à tecnologia embarcada nos veículos mais novos e nos smartphones, é possível oferecer melhores condições e proteções personalizadas. Essa tecnologia avalia dados de direção como quilometragem percorrida, velocidade e forma de condução do veículo. “Por isso, pagar por um seguro de carro cujo valor reflita o “quanto” e “como” o veículo é utilizado já é uma necessidade real”, afirma Ricardo Sardagna, executivo da Allianz Automotive.

Genericamente, o conceito é conhecido como UBI (usage-based insurance).

Na modalidade conhecida como Pay As You Drive (PAYD), na tradução livre ‘pague enquanto dirige’, a precificação e a cobrança são feitas com base no quanto o usuário roda, em que regiões e horários e com qual frequência.

Já o modelo Pay How You Drive (PHYD) é um seguro que leva em consideração o comportamento e a forma de condução do motorista (velocidade exercida, frenagens e acelerações bruscas, etc.). “Estudos mostram que os motoristas modificam seu comportamento ao lembrarem que estão sendo avaliados, se tornando melhores condutores para conquistarem os benefícios”, completa Sardagna. Essa alternativa também monitora a quilometragem por mês para ter uma análise ainda mais precisa.

A opção de produtos com validade intermitente também é uma nova tendência, especialmente para aqueles que dirigem pouco, já que a cobertura será ativada apenas enquanto o veículo estiver em uso.

Ricardo explica que todas essas opções necessitam de tecnologia, que pode ser embarcada no próprio veículo ou conectada via smartphone, para que seja possível obter os dados necessários e no tempo correto. “Assim, é possível obter os quilômetros rodados, quando utilizou o carro e como se comportou”, afirma.

Com a geração de novos consumidores 100% conectados, a seguradora ativou projetos nesses moldes, inicialmente na Europa. “São tendências irreversíveis que garantem mais comodidade e segurança. Aqui no Brasil também existem estudos para algumas dessas alternativas e a tendência é que as novas formas de distribuição e modalidades de seguro se ampliem, e, além de proteger, impactem positivamente no bolso do motorista”, finaliza o executivo.

N.F.
Revista Apólice

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