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As mudanças e adequações provocadas pela pandemia de Covid-19 transformaram o ambiente de trabalho e exigiram dos gestores mais flexibilidade para atender as demandas dos colaboradores. A flexibilização foi considerada uma das prioridades entre os gestores brasileiros para atrair e reter talentos em 2021, segundo uma pesquisa da Oxford Economics e da Society of Human Resources Management com 3,7 mil gestores de Recursos Humanos em dez países, incluindo 300 brasileiros.

Uma das práticas estratégicas que já oferece flexibilidades para os colaboradores é a de benefícios. Com a pandemia, a procura das empresas por benefícios flexíveis aumentou. Na corretora Galcorr, por exemplo, houve um crescimento de 30% na procura por modalidades de auxílio que permitem aos funcionários fazer ajustes e adaptações conforme suas necessidades.

“Oferecer novos formatos traz uma grande satisfação para os colaboradores e ajuda o RH a reter talentos. A empresa que adota esse modelo ganha um grande diferencial, se tornando mais competitiva, além de motivar o seu colaborador”, esclarece a especialista em desenvolvimento de negócios e benefícios corporativos da corretora, Leili Kelly Lira.

Outra solução para reinventar estratégias é flexibilizar o uso dos benefícios. O nome é parecido, mas as práticas são diferentes. Enquanto os benefícios flexíveis oferecem autonomia ao colaborador para remanejar os valores dos auxílios combustível, transporte, refeição ou alimentação, como se fosse um sistema de pontos, a flexibilização de benefícios permite escolher como gastar o valor do auxílio no momento do uso.

“O funcionário pode trocar o vale-refeição por vale-alimentação no caixa do supermercado, por exemplo. Com a flexibilização do benefício, o colaborador tem a liberdade de usar o valor do auxílio conforme sua necessidade naquele momento” esclarece Noah Palhari, especialista em desenvolvimento de negócios e benefícios corporativos da Galcorr.

A especialista explica que o desenho dos benefícios flexíveis está de acordo com as Leis Trabalhistas. “Na flexibilização dos benefícios, podemos incluir ainda programas relativos a previdência, educação e seguro, além de saúde, transporte e alimentação”, ressalta Noah.

N.F.
Revista Apólice

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