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As assessorias de seguros podem apoiar os corretores? Esta questão foi o enfoque principal do debate virtual “Distribuição de Seguros: parcerias e cooperação” promovido pelo CCS-SP (Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo) no dia 19 de janeiro, com transmissão ao vivo pela internet. A live, que marcou a estreia da série Prata da Casa, reuniu três associados da entidade que atuam em assessorias: Jorge Teixeira Barbosa (Valor-Ação), Nilson Barreto (NBA) e Roberto Benedito de Oliveira (Active), sob a mediação do mentor Evaldir Barboza de Paula.

O mentor explicou que Prata da Casa é um projeto da nova gestão criado para valorizar e divulgar os talentos dos associados. Em seguida, ele apresentou números que comprovam a evolução das assessorias. De acordo com o relatório da Aconseg-SP, entidade que congrega as assessorias em São Paulo, o faturamento em prêmios dos mais de 30 mil corretores afiliados atingiu R$ 2 bilhões em 2020. Oliveira confirmou a ascensão das assessorias. “Neste ano, já temos 33 mil associados. Hoje, poucas assessorias não fazem parte da Associação”, disse.

Barreto explicou que esse crescimento é resultado de uma espécie de “reversão” na forma de trabalhar dos corretores, que antes preferiam manter parcerias com muitas seguradoras. “É difícil para o corretor assimilar as condições gerais de tantas seguradoras. Por isso, atualmente, ele prefere manter duas ou três parceiras e trabalhar com as demais por meio de assessorias”, disse.

Ele também observou que algumas seguradoras preferem os corretores que possuem um mix de carteira. “É uma tendência de mercado e as assessorias estão à disposição para ajudar os corretores com treinamentos, ferramentas digitais etc.”, disse. Barbosa acredita que, passados 18 anos desde a fundação da Aconseg-SP, hoje, os corretores entendem o modelo de atuação das assessorias. “Somos o braço das seguradoras perante o corretor”, afirmou. Para o mentor do Clube, o relacionamento com os corretores é de “confiabilidade, intimidade, parceria e conveniência”.

Participando pela internet, Edson Fecher quis saber se por causa da LGPD as assessorias estão preocupadas com as informações que retêm. Oliveira esclareceu que não vê problemas porque os dados são repassados pelos corretores. “Não temos acesso aos dados do segurado”, disse. Por outro lado, Barbosa revelou que a maioria dos corretores ainda está alheia à LGPD. Já do lado das assessorias, as precauções existem até para evitar eventuais danos à imagem e também por conta dos rígidos contratos mantidos com seguradoras. “Se houver reclamação contra assessorias, vamos agir”, disse.

Sucessão empresarial

A sucessão empresarial foi uma das questões trazidas pelo mentor, que contou a sua experiência bem-sucedida. Oliveira informou que as assessorias costumam alertar os corretores em relação à necessidade de preparar a sucessão. “O importante é não deixar o negócio morrer”, disse. Para Barboza, além de estimular os filhos, vale a pena aproveitar os programas oferecidos pelas seguradoras, que oferecem treinamentos e dinâmicas de grupo.

Também foi colocado em debate a prática de algumas seguradoras de estabelecer metas de produção para os corretores. Barreto confirmou, revelando que, às vezes, os corretores que não atingem as metas enfrentam restrições. Barbosa disse que esta é uma discussão antiga. “As assessorias atendem aos pequenos corretores, porque se fossem grandes trabalhariam direto com as seguradoras e com outras condições comerciais. Por isso, não adianta exigir do pequeno o que ele não pode cumprir”, disse.

Nesse aspecto, Oliveira chegou a discordar em relação à definição do porte dos corretores. “Às vezes é difícil mensurar, porque um corretor médio para a assessoria pode ser pequeno para a seguradora. Mas, de forma geral, as seguradoras agem de forma diplomática”, disse. Em seguida, o mentor expôs a opinião da internauta Regina: “Por que preterir o corretor pequeno se no futuro ele pode ser grande? ”. Barboza concordou: “A evolução do pequeno é de todo o mercado”.

N.F.
Revista Apólice

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