Covid-19

Entre as reflexões provocadas pela pandemia de coronavírus, uma das mais importantes trata da fragilidade da vida e quanto o ser humano está, de fato, preparado para os imprevistos desta caminhada. São milhões de pessoas infectados, milhares de mortos em todo o mundo, negócios interrompidos e uma imensa incerteza sobre o futuro. Em um cenário como este, aumenta o interesse pela proteção oferecida pelo seguro e algumas modalidades ganharam destaque nos últimos meses. Os seguros de vida e prestamista, por exemplo, ficaram em evidência principalmente quando as principais seguradoras optaram por pagar as indenizações de seus segurados mesmo havendo cláusula no contrato que exclui dos riscos cobertos a morte em decorrência de epidemia ou pandemia.

Geralmente, pandemias, guerras e catástrofes naturais são excluídas das linhas de coberturas porque a precificação da apólice é feita com base na previsibilidade do risco, o que não é possível nesses casos. Porém, em relação ao coronavírus, as companhias vêm demostrando mais flexibilidade e empatia. 

A Sompo Seguros determinou que será dada plena cobertura no caso de morte, relacionados a casos da Covid-19, para apólices de seguro de vida individual ou coletivo, prestamista, bem como no seguro de vida incluso no seguro de condomínio e habitacional. “São seguros que, na modalidade PME, podem fazer toda a diferença porque trazem uma série de garantias de que empreendedores e colaboradores estarão assistidos no caso de uma eventualidade”, informa o diretor executivo de Produtos e Resseguro da Sompo Seguros, Adailton Dias. “É o tipo de tranquilidade que ajuda aos executivos para que eles possam se dedicar às estratégias de manutenção de negócios, já que as pessoas estão resguardadas.”

As apólices de seguro de vida da Zurich e da Liberty também cobrem Covid-19, assim como a Tokio Marine, cuja indenização dos sinistros decorrentes da contaminação ocorre nas coberturas contratadas de morte, funeral e diárias de internação hospitalar, dos seguros de vida nos ramos de vida em grupo, vida individual, prestamista, educacional e condomínio, para contratos vigentes em 3 de abril. “Essa decisão tem como objetivo principal cumprir a função social que temos como seguradora: proteger pessoas e empresas, proporcionando tranquilidade aos segurados exatamente quando eles mais precisam”, comenta o diretor executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman. “Também fomos a primeira seguradora a disponibilizar o serviço de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein aos aos contratantes do Seguro Tokio Marine Vida Individual.”

“Percebemos que o seguro de vida, no que tange a inclusão da pandemia, como riscos de morte, foi potencializado pelas companhias parcerias da Rede Lojacorr. Assim como cresceu o interesse pelo seguro saúde como ferramenta de proteção”, afirma o diretor de Mercado e Operações, Luiz Longobardi.

Pedro Faria, gestor da Cedro Corretora de Seguros, de Minas Gerais, aponta um dos motivos para o aumento de demanda. “Empresários donos de pequenas empresas, que não tinham seguro de vida, estão procurando seguro de vida em grupo; seguro de renda por incapacidade temporária e seguro empresarial.”  

As diárias por incapacidade temporária podem ser solicitadas desde que haja comprovação por meio de relatório médico com o diagnóstico da doença e o período de afastamento. O isolamento por si só não caracteriza o direito à indenização, já que o conceito da cobertura é para afastamento decorrente de acidente ou doença, e não apenas a paralisação da atividade remunerada. Para ter direito à indenização, é importante que o segurado verifique se a seguradora está concedendo cobertura a este risco no período de pandemia.

Segundo o corretor Pedro Faria, também aumentou a procura de seguro de vida por profissionais da área médica. 

E o protagonismo dos serviços delivery mostra um amplo mercado para o seguro de transporte, cuja expansão deve continuar em todos os segmentos econômicos nos próximos anos, principalmente, entre os pequenos e médios operadores logísticos. Cada vez mais as operações vão contar com processos digitalizados. “ É a oportunidade de aprimorar nossos produtos para as novas necessidades dos segurados. Por exemplo, a questão de aumento do delivery (e, portanto, mais mercadorias em trânsito) e uso de equipamentos da empresa em home-office que demandou a criação/extensão de algumas coberturas”, ressalta o diretor executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine, Felipe Smith.

 “A busca pela eficiência e destinação de recursos para ferramentas que gerem resultados vai mostrar cada vez mais ao pequeno operador o quanto o seguro é um recurso essencial para o negócio e pode trazer uma série benefícios, muito além da simples indenização pela perda patrimonial. O trabalho do acompanhamento de um serviço de inteligência, realizado por uma equipe de gerenciamento de riscos pode contribuir significativamente para que as operações logísticas sejam mais seguras, eficientes, eficazes e lucrativas, comenta Adailton Dias, da Sompo. 

Orientação e serviço

A nova rotina imposta pelo isolamento social fez com que muitas pessoas trabalhassem em home office, empresas ficaram vazias, condomínios passaram a ter mais movimento – apesar das restrições de uso das áreas comuns –, e atividades de logística/entregas de tornaram essenciais.  Não apenas o seguro, mas os serviços agregados a ele e a expertise das seguradoras em gestão de riscos passaram a ser mais requisitados pelos clientes. 

Perante a pandemia, torna-se ainda mais importante a difusão de informação e, com isso em mente, lançamos uma campanha sobre segurança cibernética, divulgada em uma série de artigos, orientando as empresas a se tornarem mais resilientes, perante a necessidade de trabalho remoto. Tudo em torno da prevenção e mitigação de um dos riscos que se tornaram mais relevantes neste período: ataques cibernéticos”, diz o diretor executivo de Bancassurance da Zurich, Peter Rebrin. “Nosso objetivo é evitar a paralisação dos negócios e oferecer suporte na rotina dos corretores e clientes em momentos como o que estamos atravessando”, completa.

Já a Sompo disponibilizou uma cartilha com orientações de segurança para mitigar riscos de acidentes e perdas nas instalações seguradas, durante este período de paralisação de atividades e também para a posterior retomada.

A hora e a vez da tecnologia

A pandemia e o isolamento social foram a prova de fogo para algumas iniciativas que o setor segurador vinha implementando nos últimos anos. Telemedicina, autovistoria, homeoffice, entre outros, estão sendo exaustivamente usados para que o atendimento seja seguro, rápido e eficiente, tanto na venda como no sinistro. 

Já tínhamos uma estrutura preparada e incentivávamos os parceiros e clientes a utilizarem ainda mais os canais digitais e outras plataformas, para manter ativa as suas operações e o relacionamento com os segurados, mas fomos além, desenvolvemos os serviços e facilidades disponíveis aos nossos corretores e clientes individuais pela pandemia”, explica Peter Rebrin, destacando o o Zurich Help Desk – serviço gratuito de suporte de TI, a flexibilização do pagamento do seguro automóvel sem juros e a disponibilização de vistorias via celular.

Adailton Dias, da Sompo, concorda. “Nesse momento, é importante o corretor se valer dos recursos disponíveis para prestar a consultoria à distância, utilizando e-mail, WhatsApp, aplicativos de teleconferência, entre outros. A Sompo Seguros está com todos nossos canais de atendimento viabilizados online. Temos o Portal do Corretor, a Sayuri, nossa atendente virtual, e os executivos comerciais atendendo remotamente para prestar suporte aos nossos parceiros corretores”. Dias conta que a empresa realizou mais de 13 mil visitas virtuais aos corretores e clientes de todo o Brasil desde a segunda semana de março e o atendimento de sinistros também foi facilitado. “A companhia disponibilizou ferramentas de vistorias digitais por meio do atendimento via WhatsApp e Vistoria na Palma da Mão, o que reduziu ao mínimo o contato direto e manteve a qualidade na entrega dos nossos serviços”.

* Esta matéria foi veiculada na Edição 254 da Revista Apólice

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