EXCLUSIVO – De acordo com dados do Sebrae, entre março e agosto de 2020 foram realizados 684 mil novos registros de Microempreendedores Individuais (MEI’s) no Brasil, número que representa 43 mil registros a mais do que os realizados em 2019. As dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 fizeram com que muitas pessoas que perderam seus empregos, enxergando uma oportunidade de empreender, transformassem seus lares na sede do seu próprio negócio.

Mas para que isso seja feito da maneira mais tranquila possível, é necessário que esses novos empreendedores estejam protegidos caso alguma situação desagradável aconteça. Uma opção acessível e que oferece essa tranquilidade é o Seguro Residencial. O produto, além de proteger o imóvel, oferece serviços de assistência para lidar com imprevistos do dia a dia.

As coberturas básicas dessa categoria de seguro são: incêndio de qualquer causa, exceto dolo; queda de raio, atingindo diretamente os bens segurados; explosão de qualquer natureza e originada em qualquer lugar; queda de aeronave que atinja o imóvel segurado; danos materiais e despesas decorrentes de providências tomadas para o combate à propagação dos riscos cobertos básicos, para o salvamento e proteção dos bens descritos na apólice e para o desentulho do local. Além disso, é possível que o segurado contrate coberturas e serviços para imóveis de uso misto, ou seja, aqueles que abrigam de maneira integrada algum tipo de comércio como oficinas, clínicas de estéticas, ateliês de costura etc.

“Além da proteção do patrimônio, o segurado pode contar com uma série de assistências adicionais que trazem muitas vantagens e conforto no dia a dia. Outro detalhe na contratação do seguro é que o consumidor deve avaliar as condições do contrato e o que é oferecido na apólice. Em algumas seguradoras é feita a inspeção prévia para constatação de bens, o que evita o pedido nota fiscal em caso de sinistro e facilita a vida do cliente, tornando todo o processo muito mais rápido”, diz Rogério Santos, diretor de Seguros Massificados da Sompo Seguros.

Para Marcel Tornero, gerente de Ramos Elementares da Porto Seguro, o trabalho remoto será uma prática cada vez mais comum daqui em diante, e com os recursos tecnológicos mais avançados a tendência é que as pessoas e empresas estejam cada vez mais propensas a querer proteger suas casas. “Aos poucos tem sido desmistificada a ideia de que se trata de um produto com preço elevado. O seguro residencial é barato quando comparado ao seguro de automóvel, amparando um bem extremamente valioso. As pessoas têm observado isso e com mais gente em casa, como ocorre neste 2020, tornou-se cada vez mais essencial esse cuidado e proteção com os lares”.

De acordo com Patrícia Siequeroli, diretora de Seguros Gerais da Mapfre, com as empresas oferecendo uma maior flexibilização do regime home office pode ser que haja um movimento em que mais pessoas decidam mudar de grandes centros, o que pode contribuir para aumentar o índice de contratação do Seguro Residencial. “O mais importante é que cada vez mais o trabalho feito pelos agentes do mercado de seguros, sobretudo pelos corretores, tem levado a informação adequada para que o segurado possa buscar a proteção ideal para seu patrimônio. Somente dessa maneira será possível disseminar a cultura do seguro”.

Segundo Arnaldo Bechara, diretor de Precificação e RD Massificados da Tokio Marine, a carteira de seguros residenciais da companhia vem crescendo nos últimos tempos, acumulando uma alta de mais de 10% em prêmios emitidos no ano. “O nível de sinistralidade continua bem controlado e não tivemos aumento durante a pandemia. Mesmo com o isolamento, continuamos atendendo todas as aberturas de sinistros e serviços tomando todas as medidas necessárias de segurança. Sabemos da importância que um imóvel representa na vida das pessoas e queremos dar essa segurança para nossos clientes”.

Mário Cavalcante, diretor de Massificados da Liberty Seguros, afirma que ainda há muito potencial de aumento do índice de contratação, pois há uma demanda para expansão do mercado imobiliário no Brasil. “Atualmente somente cerca de 15% dos imóveis residenciais contam com um seguro. Esse número ainda é muito baixo e só vem se expandindo porque o mercado tem feito um trabalho de suporte, percebendo nesse segmento um nicho importante para fidelizar clientela, expandir e rentabilizar suas carteiras”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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