A cultura do seguro rural está avançando no Brasil. O setor está recebendo maior atenção do Ministério da Agricultura, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e os produtores estão atentos em busca de boas oportunidades para contratar o seguro.

A seguradora canadense Fairfax está acompanhando a evolução do mercado de seguro rural com otimismo. De acordo com Fabio Damasceno, Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil, o avanço é fruto da conscientização sobre a importância do seguro para minimizar os riscos da atividade rural. “O mercado está amadurecendo e os números comprovam isso. Quando o agricultor encontra um produto adequado para as suas necessidades, passa a enxergá-lo como uma ferramenta de gestão de risco. O seguro representa um insumo dentro da cadeia e não um custo”, afirma.

O ano de 2020 se consolida como um marco para a história do seguro rural no Brasil. Foram disponibilizados R$ 955 milhões para os subsídios do PSR, ante R$ 440 milhões em 2019. “Temos o melhor cenário de todos os anos para o acesso ao seguro rural, com o maior volume de recursos disponível. O cenário está caminhando para que grande parte da produção agrícola brasileira seja assegurada. Este ano deverá superar os 10 milhões de hectares com apólices subvencionadas”, afirma Guilherme Frezzarin, Gerente Técnico da Unidade de Agronegócios da Fairfax Brasil.

Recorde de contratações

Até a primeira quinzena de outubro, 140 mil apólices de seguro rural (todas as modalidades) já tinham sido subvencionadas com os recursos previstos para 2020, enquanto no ano passado o PSR encerrou o ano com cerca de 95 mil apólices subvencionadas. Para a atual safra de soja verão, foram aprovadas 75 mil apólices subvencionadas e a Fairfax responde por 15% deste segmento. “Estamos liderando nas contratações de seguro subvencionado para as safras de verão”, conta Frezzarin.

Segundo Frezzarin, o PSR oferece um percentual subsidiado pelo Governo de até 55% sobre o valor do prêmio, a depender da modalidade de seguro e do perfil do produtor. Essa política pública vêm se adaptando ao longo dos anos para ajudar o produtor a proteger a atividade rural. “O Ministério têm buscado incentivar alguns tipos de produtos, como o seguro de produtividade, custeio e seguro de faturamento”, diz Frezzarin.

Além disso, o Ministério da Agricultura lançou, em julho deste ano, o projeto Monitor do Seguro Rural, que vai ajudar a impulsionar o mercado de seguro rural. A inciativa promove reuniões para ouvir representantes do setor, com o objetivo de avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor melhorias até 2022.

Oportunidades

Outra boa notícia é que, com a expansão do mercado, houve uma redução no valor dos prêmios e as soluções também estão evoluindo. “Houve um decréscimo de 4,4% na taxa média do Brasil entre 2019 e 2020. Atualmente, já existem no mercado produtos mais aderentes à realidade da fazenda e seus riscos. Temos soluções feitas sob medida com recurso global e decisão local”, afirma Damasceno.

Operando desde 2010 no Brasil, a Fairfax tem uma cultura inovadora e vem crescendo significativamente. Segundo o diretor de Agronegócio, a Fairfax Brasil cresceu 70% em prêmios entre 2018 e 2019, por exemplo. “O segmento de seguro agrícola ganha cada vez mais importância e cresce junto com o agronegócio brasileiro. A tendência é oferecermos produtos cada vez mais personalizados”, diz Damasceno.

A Fairfax Brasil têm se destacado por meio de processos eficientes, parcerias perenes e bons relacionamentos. De acordo com o Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil, Diego Caputo, a Fairfax conseguiu manter a presença junto aos parceiros neste ano, apesar dos desafios em razão da pandemia do coronavírus. “A unidade de negócios Agro da Fairfax Brasil está cada vez mais próxima do agricultor. O cooperativismo ganhou relevância e os elos da cadeia estão se fortalecendo através da colaboração”, afirma Caputo. “As parcerias entre Fairfax Brasil, cooperativas e corretores especialistas permitem a criação de produtos que atendam às necessidades do produtor para que ele plante tranquilo, consciente e de forma sustentável.”

O gerente técnico Guilherme Frezzarin reforça que as mudanças climáticas trazem um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio, evidenciando a importância do seguro para proteger as lavouras. “Temos um histórico recente de quebras de safra na região Sul, a sinistralidade foi altíssima para safras de verão e de inverno. Os eventos climáticos têm acontecido com mais frequência e com maior severidade”, analisa Frezzarin.

* Fonte: Portal Agrolink

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