EXCLUSIVO – Hoje é um dia muito especial para o mercado de seguros, no qual comemoramos o dia do securitário. A data foi escolhida pela Escola de Negócios e Seguros para apresentar ao setor a Sala do Futuro, um espaço para interação entre professores e alunos, de forma presencial e digital, ao mesmo tempo. É uma grande integração.

“Esta é a primeira sala do tipo da América Latina, que alia os melhores modelos do ensino presencial e a distância, integrando professores e alunos como se estivessem no mesmo local”, explicou Tarcisio Godoy, diretor executivo da ENS. A data foi marcada também pela presença dos mantenedores da Escola.

Em nome da Fenacor, o seu presidente, Armando Vergilio,  declarou que a ENS deu um salto rumo à conexão com o futuro. “Vivemos em um cenário diferente e em uma nova dimensão digital. A ENS, que completa 50 anos, tem uma extensa lista de serviços prestados ao mercado de seguros brasileiro, levando conhecimento e informação para o setor e para fora dele”.

Para Vergilio, a escola rompe a fronteira importante, por estar em aderência com o novo cenário digital, com excelentes técnicos e corpo docente de qualidade que esteve presente em todos os momentos importantes do mercado.

Marcio Coriolano, presidente da CNseg (também mantenedora) disse que a Escola é capaz de responder às mudanças do atual cenário, além de contribuir com os profissionais capacitando-os para o que vem pela frente. “A integração entre o humano e o tecnológico é a chave para o sucesso do mercado de seguros, que não dispensa o atendimento presencial mesmo com todas as inovações e novos processos”, acrescentou Coriolano.

A data também marcou o lançamento do livro Inovação em Seguros, que aborda aspectos legais, éticos, de consumo, financeiro e tecnológico do tema. Alguns dos co-autores desta obra participaram o evento, falando um pouco mais sobre seus artigos.

A advogada pós-doutora Angélica Carlini foi a primeira professora a participar da Sala do Futuro. Inovação e Regulação de Seguros foi o tema da sua palestra, que reproduz o tema no livro. Escrito em parceria com Leonardo Girão, Angélica mostrou quais as literaturas legais regem a inovação que resultar em novos produtos, serviços ou processos, proporcionando melhorias e ganho de qualidade e desempenho, de acordo com o marco regulatório brasileiro. “O mais importante é o diálogo entre empresas, academia e Governo, as três hélices que constroem a inovação”, sentenciou.

Consumo é um dos temas que também faz parte do livro. Maribel Suarez, professora e doutora no assunto, participou do lançamento da sala. “A sala tangibiliza a orientação para a valorização da educação”. Sua parceira de escrita, Camila Braga, se aprofundou para a destrinchar a questão do consumo a partir do uso da tecnologia. Este processo desloca o agente humano do centro das atenções, buscando encontrar aspectos da realidade que não sejam percebidos pelas pessoas.

Os impactos das novas tecnologias e da sociomaterialidade na vulneralibilidade digital do consumo de seguros é o tema do artigo. Maribel também informou que “hoje já falamos sobre tecnoestresse ou sobre o vicio no uso de aparelhos celulares. A taxa de mudança nos aspectos que causam nova vulneralibidade excede a velocidade da criação de novas formas de gestão dos ovos riscos”.

O professor e pesquisador Carlos Heitor Campani destacou a proposta de estrutura a termo de taxas de juros para utilização por planos de previdência complementar aberta. “O ideal na previdência é que as pessoas se planejem o mais cedo possível. Porém todas as características dos planos, presentes e futuras, já estão em contrato”. Ele observou que este é um dos grandes desafios para o futuro da previdência complementar.

O professor Edval da Silva Tavares, doutor em engenharia de produção, apresentou algumas tecnologias emergentes e cases do mercado segurador. Ele enfatizou: “a inovação nem sempre é algo mirabolante. A empresa precisa se preparar para inovar, com aspecto voltado para os clientes e a adequação à sua cultura organizacional”.

Algumas aplicações: tecnologia para leitura de letra cursiva, para acelerar o processo de reembolso; Realidade Aumentada para ajudar na regulação de sinistros, por exemplo; biometria, para identificação do ser humano e para a precificação do seguro de vida; Blockchain e internet das coisas (20 bilhões de dispositivos conectados), como nos carros conectados e o pagamento pay per use.

Robert Bittar, presidente da Escola, encerrou o evento falando sobre o ambiente completamente novo, nesta mistura do presencial com o digital. Nestes quase 50 anos a ENS sempre se dispôs a ser ponto de convergência para os novos ingressantes. A evolução faz parte do cotidiano da humanidade desde sempre. “A velocidade em que as coisas ocorriam era mais rápida, entretanto não conseguimos antecipar o futuro, o dia de amanhã, para conhecermos a sua cara”.

“Temos que acompanhar a evolução do presente com todas as instituições do mercado para buscar crescimento e desenvolvimento para as pessoas e para o setor”, concluiu Bittar.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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