EXCLUSIVO – O isolamento social ocasionado pela pandemia de Covid-19 vem trazendo desafios para diversas áreas dentro das empresas. Continuar vendendo, manter o relacionamento com os clientes, entender os novos hábitos de consumo e oferecer o suporte necessário para que os funcionários se sintam acolhidos nesse momento são apenas algumas das preocupações nas organizações. Reter talentos e engajar colaboradores se tornaram um obstáculo para o RH, visto que ao longo desses anos o mercado de trabalho está passando por transformações e as necessidades da sociedade também.

Pensando nisso a MetLife lançou ontem, 01 de outubro, durante uma transmissão ao vivo, a edição de 2020 do EBTS, um estudo de tendência de benefícios para funcionários. A 18ª publicação da pesquisa tem como objetivo ajudar a traçar os melhores benefícios, além de oferecer aos tomadores de decisões das companhias um modelo de ações práticas para este novo momento. A seguradora realizou o levantamento com trabalhadores dos Estados Unidos, dividindo em partes o estudo para garantir maior assertividade dos dados.

A primeira parte, também dividida em duas fases, foi realizada em agosto do ano passado, com 2.501 tomadores de decisão e influenciadores de benefícios e, posteriormente, em setembro, com 2.650 colaboradores em período integral com 21 anos ou mais, entrevistando companhias de no mínimo dois funcionários. Já a segunda etapa consistiu em 2.367 entrevistas, utilizando os mesmos critérios, mas realizada em abril de 2020, já em meio à pandemia.

A seguradora focou em três segmentos para desenvolver a pesquisa: Vida Equilibrada, Insegurança Financeira e Bem-Estar. Entre os apontamentos feitos no pré-covid, 4 em cada 10 funcionários afirmaram que têm dificuldades para encontrar formas de atender às demandas e velocidade do mundo atual, tanto na parte pessoal quanto profissional. Na segunda fase, com a pandemia já acontecendo, esse número saltou para 7 entre 10 pessoas.

“A tensão gerada pelo vírus, o cansaço pelo aumento do trabalho, a exaustão mental ocasionada pelo distanciamento e a preocupação com a saúde são fatores que estão afetando a produtividade do trabalhador, isso é fato. Cabe a nós, empresas, ajudar esse colaborador nesse momento delicado e oferecer soluções que supram as carências de cada um da equipe, montando um pacote de benefícios que faça sentido para cada fase da vida do colaborador”, disse Carolina Montanino, head de Marketing da companhia.

Outro fator que está afetando o dia a dia dentro das organizações é a instabilidade gerada pela crise econômica mundial. Dentre os apontamentos feitos pelos colaboradores, 74% se dizem preocupados com o cuidado de aspectos voltados para seu bem-estar, afetados em consequência do momento atual (financeiro, social, mental e físico). Destes números, a maior preocupação, se fosse motivo de escolha, seria o aspecto financeiro para 52% e, para 44%, a saúde mental, social e física, respectivamente.

“Dados como estes demonstram a importância da educação financeira. Aqui no Brasil, e em outras partes do mundo também, grande parte da população deseja aprender mais sobre o tema. Sendo assim, focar em uma estratégia que tenha ações e ofereça benefícios voltados para o planejamento financeiro acabam gerando valor, engajando funcionários e suprindo essa carência de aprendizado”, afirmou a executiva.

Ainda de acordo com o estudo, as pessoas também estão focando mais em aumentar a sua qualidade de vida e bem-estar. Os colaboradores têm enfrentado uma situação inédita, o que acabou gerando tensão e incerteza sobre a perspectiva do futuro para 2 em cada 3 funcionários. Pensando em proteger suas equipes, diversas empresas estão focando em oferecer suporte nesse período: 59% dos entrevistados afirmaram que seus empregadores ofereceram programas de benefício e bem-estar durante a pandemia. Essa iniciativa refletiu para que 66% das pessoas se sentissem mais valorizadas e reconhecidas ao trabalhar, sendo que no pré-pandemia esse índice era de 56%.

Para complementar o EBTS, a seguradora encomendou junto à Ipsos uma pesquisa sobre as medidas adotadas para manter a saúde financeira das famílias durante a crise do coronavírus. Esse levantamento foi feito com 6.000 pessoas em quatro países da América Latina (Argentina, Brasil, Colômbia e México). Um dos destaques da pesquisa foi que metade das pessoas economizou ou planejou melhor suas ações financeiras, visando proteger suas famílias e terem um futuro mais tranquilo. Mundialmente, uma em cada cinco pessoas está considerando adquirir uma solução de seguro. No Brasil, esse índice representa 8% da população, percentual igual da Argentina. Estes números sobem para 17% no México, seguido de 15% na Colômbia.

“Esses dados demonstram a relevância do seguro para a sociedade e o quanto as pessoas estão preocupadas em se proteger. Para que esse interesse continue crescendo, é necessário que as empresas invistam em comunicação interna para que o RH informe de maneira efetiva os benefícios, fazendo com que os funcionários retenham as informações que importam. A busca por aprimoramento profissional vai se tornar cada vez mais naturais nos times, e estabelecer um ambiente mais diverso melhora os resultados. As organizações que entenderem isso, focando em alinhar suas estratégias a essa nova realidade, sairão na frente no pós-crise”, ressaltou Carolina.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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