EXCLUSIVO – Uma entrevista coletiva marcou os 100 dias da consolidação da compra da carteira de automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica pela Allianz no Brasil. Neste período, mesmo com a pandemia, a estrutura organizacional foi firmada, assim como a integração de produtos e processos. Os colaboradores foram integrados numa cultura apenas, assim como os corretores de ambas as companhias passaram a ser atendidos por apenas um account e gerente comercial. Foram necessárias mais de 200 horas de treinamento para que o account pudesse atender o corretor nas duas marcas.

“Entregamos um plano de  ação bem detalhado e conseguimos manter o nível de crescimento dos nossos negócios, com a confiança dos corretores e dos parceiros, 100% em home office. Todo este trabalho de 100 dias foi feito a partir de casa”, ressaltou Eduard Folch, CEO da Allianz.

Eduardo Dal Ri, diretor executivo comercial da seguradora, disse que esta é uma experiência única, numa aquisição desta proporção. “A primeira e principal preocupação foi com os funcionários, mas era preciso também deixar os corretores tranquilos a cada passo que dávamos, pois esta é uma necessidade nossa para apresentar sua proposta de valor”.

David Beatham, diretor de massificados e vida, disse que vai aproveitar toda experiencia de subscrição da SulAmerica para formatar novos produtos e novas coberturas. Já está no forno um novo residencial compacto, com preço mais acessível e com contratação totalmente online.

Folch disse que quando estudou a compra da Sulamerica entendeu a importância das assessorias de corretores para a área comercial da Allianz, que antes não atuava com este segmento. Mas a Allianz comprou um modelo de negócios e entendeu a pluralidade de distribuição. “Um dos primeiros sistemas criados na Allianz foi o atendimento às assessorias, para colocar os produtos da companhia”, acrescentou Dal Ri, informando que hoje 70 assessorias de todo o Brasil distribuem os produtos.

Futuro

“A Allianz pensa nas tendências dos próximos dez anos, portanto, é uma empresa que quer ficar muito tempo em operação. Isso faz a seguradora estar preparada para receber pessoas. A cultura não está escrita em um manual, mas está na cabeça dos colaboradores”, disse Dal Ri.

“Seguimos acreditando que já estamos recuperando os níveis de cotação de antes da pandemia. Somos otimistas quando à recuperação e a indicação para a matriz é que o Brasil decolará muito rápido na retomada. O Grupo aconselha que haja segurança para a volta dos funcionários e estamos trabalhando com uma visão de futuro com trabalho em modelo híbrido, presencial e home office”, assegurou Folch.

Sobre a entrada de novos players no mercado, com o incentivo da Susep à maior concorrência, o CEO da Allianz afirmou que ela é sempre bem-vinda e que abre caminho para novos produtos e um leque muito grande em novos negócios. “O que estamos fazendo neste momento é melhorar os produtos para que a experiência do cliente seja ainda melhor. O produto assegurador tem dois momentos críticos: a cotação e a regulação dos sinistros. A melhora das seguradoras é nesta jornada do cliente”.

Beatham citou alguns exemplos em produtos de auto e residencial e informou que a seguradora vai lançar um hotsite para o seguro residencial, porque o mercado brasileiro tem o desafio de fazer a venda cruzada para quem já tem seguro auto. “O prêmio médio do residencial é muito menor que o de automóvel, o que desestimula sua comercialização. No hotsite o corretor terá a sua marca e poderá divulgar para a sua base de clientes. O corretor pode delimitar as condições de desconto, direcionando lides e comissões”.

Dal Ri declarou que a companhia vai lançar novos produtos digitais com processo operacional muito fácil, com emissão online e será exemplo de como será a parceria com os corretores com produtos facilitados, com aceitação de novos segmentos e  várias novas coberturas com aceitação responsável. “Uma das vantagens do Grupo Allianz é que podemos pesquisar fora os produtos que deram certo e tropicalizarmos aqui para colocar em prática rapidamente”, disse Beatham.

“Para ser simples é preciso ter sofisticação por trás dos produtos. A única maneira de aumentar o consumo de seguros é criar produtos simples, facilitando a vida dos corretores de seguros”, concluiu Dal Ri.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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