Fernando Pérez-Serrabona

EXCLUSIVO – Apesar do Brasil ainda enfrentar o período de pandemia, a Mapfre já retomou suas atividades com os colaboradores em 80% das suas filiais. Fernando Serrabona, CEO da Mapfre Brasil disse que é preciso estar próximo aos clientes, posição reforçada por Luiz Gutierrez, CEO de Seguros da Mapfre Brasil. “Temos que estar perto das pessoas e a atividade econômica estava acontecendo, com riscos que precisam de cobertura”, argumentou Gutierrez.

“Há muitas oportunidades no mercado brasileiro de seguros, tanto em relação quanto a produtos e novos serviços”, destacou Serrabona. A situação econômica setorial é muito diferente em vários países. No Brasil, a queda da atividade já estava prevista, mas a empresa acredita que a recuperação será mais rápida. Na América Latina, não é possível falar no bloco, porque as situações são muito diferentes. Peru, Colômbia e Chile podem ter a recuperação mais rápida porque dependem de setores diferentes. “Ninguém estudou, antecipadamente os impactos de uma crise sanitária, diferente do que aconteceu com crises da indústria, do petróleo etc”, acrescentou Serrabona.

Apesar de todos os problemas, Gutierrez acredita que o setor segurador, como um todo, deu um ‘show’. Como outras empresas, a seguradora conseguiu manter as renovações, realizou treinamentos virtuais em várias áreas, até cross-selling e upselling. “Os corretores precisam entender que precisamos entregar um pacote total para os corretores, com uma seguradora que tenha as melhores práticas. O grande desafio é cuidar da carteira e chegar até os clientes que não são ouvidos. Temos que descobrir como chegar até eles”.

“O mercado de seguros tem uma demanda tradicional porque a indústria de seguros é muito estável e é capaz de se regular”, afirmou Fernando Serrabona sobre a audiência pública da Susep a respeito dos seguros de danos massificados. “Mas é preciso ter cuidado, porque os extremos são ruins, nem tão aberto que permita que quem não tem responsabilidade possa entrar, nem tão apertada que engesse a atuação das empresas”, disse Gutierrez.

Porém a consciência de seguros no Brasil ainda é pequena, o que diminui a penetração dos produtos de seguros. Esta consciência se cria com a oferta e com a comercialização, que antes estava focada nos automóveis. “Não podemos ter segurados muito insatisfeitos, pelo contrário, apenas com muitas possibilidades é possível ampliar a cultura”, completou Gutierrez.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

Deixe uma resposta