O uso de tecnologias, associado a uma maior capacidade de resseguros e do aumento da subvenção ao prêmio, poderá ajudar a triplicar, em cinco anos, a área agrícola com seguro climático no Brasil. Essa é a avaliação de André Corsini, diretor-geral da sucursal da startup israelense Agritask no País, segundo o Valor Econômico.

Em 2019, a área segurada no Brasil totalizou 6,7 milhões de hectares, ou 14,5% da área agrícola, incluindo os contratantes do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), bem abaixo do patamar observado nos EUA, onde 90% da área agrícola, ou seja, 150 milhões de hectares, é segurada. “O seguro se torna acessível a partir do momento em que está massificado, e esse crescimento da base no Brasil emperrou até aqui na falta de clareza sobre o risco da lavoura”, afirma o executivo.

Segundo o executivo, isso encarece o produto para a maior parte dos agricultores que, quando julgam ter baixo risco, simplesmente não contratam a proteção mesmo sabendo da sua importância. A startup atua em diversas frentes no ramo da agricultura digital e é uma das empresas que tentam mudar essa realidade a partir da análise de imagens de satélite, bases de dados públicas e levantamentos a campo.

Corsini explica que o objetivo final é oferecer melhores condições de cobertura aos segurados e proporcionar uma operação viável para as seguradoras. Segundo ele, o serviço se torna barato para as seguradoras, que podem oferecer produtos aos agricultores com prêmios com valores de 10% a 20% menores e alavancar mais contratações.

N.F.
Revista Apólice

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