Aloysio de Andrade Faria

O Conglomerado Alfa comunicou o falecimento de seu fundador, Dr. Aloysio de Andrade Faria, ocorrido na terça-feira, 15 de setembro, pela manhã em sua fazenda, na região de Campinas (SP), aos 99 anos, de causas naturais. O sepultamento será realizado em cerimônia restrita aos familiares e pessoas mais próximas.

Mineiro de Belo Horizonte e acolhido pela comunidade paulista, Faria atuava como acionista controlador do Grupo e tinha deixado, há mais de 20 anos, a gestão de suas empresas a cargo de executivos com extensa carreira na companhia.

Formado médico gastroenterologista, também era conhecido por ser o controlador do Banco Real, instituição financeira que, durante muitos anos, foi uma das maiores do Brasil. O Banco Real teve como embrião o Banco da Lavoura de Minas Gerais, organização fundada em 1925 por seu pai, Clemente Faria, e ele que passou a administrar após a morte do seu progenitor, no final da década de 1940. O executivo também era controlador do Delta Bank, com operações nos Estados Unidos e em Cayman.

Após vender o Real, do qual era acionista controlador e presidente do Conselho de Administração, fundou em 1998 o Conglomerado Financeiro Alfa e a Alfa Seguros & Previdência. Também controlava empresas com atuação em diversas outras áreas, como a C&C Casa e Construção, o Transamérica Expo Center, a rede de Hotéis Transamérica, a Rádio Transamérica, a Águas Prata e a sorveteria La Basque, além do Grupo Agropalma.

Entusiasta das artes, Faria foi diretor do Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte e também do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Valorizou as iniciativas culturais ao criar o Instituto Alfa de Cultura, mantenedor do Teatro Alfa, reconhecido por iniciativas socioculturais como o “Descobrindo o Teatro” e o “Alfa Criança”. Ao longo das últimas décadas, fez diversas doações para saúde e educação. Mesmo afastado da medicina, nunca deixou o assunto de lado.

Casado com Cléa Dalva de Campos Faria, já falecida, o empresário teve cinco filhas, que, na qualidade de acionistas e únicas herdeiras, vêm acompanhando há alguns anos a gestão das empresas.

“É um momento de dor, mas também de muita responsabilidade para darmos continuidade ao seu legado empresarial e pessoal, mantendo nossas empresas como exemplo de gestão competente, ética, séria e determinada a contribuir com a melhoria do país”, diz Antonio César Costa, membro do Conselho de Administração do Conglomerado.

N.F.
Revista Apólice

 

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