O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) promoveu na última semana o webinar “Propostas do Prêmio IESS para assegurar a sustentabilidade do setor em tempos de crise”, que reuniu especialistas e premiados na categoria Economia do Prêmio IESS de Produção Científica em transmissão ao vivo no YouTube e nas redes sociais da entidade.

Com mediação de José Cechin, superintendente executivo da entidade, o debate contou com a participação de Antonio Carlos Campino, professor da FEA-USP e avaliador da categoria Economia da premiação; Marília Raulino Jácome, vencedora em 2018, Head da G-Sin (Startup de Gestão de Riscos na Saúde) e doutoranda em Ciências Contábeis (UFPB); e Luís Carlos Moriconi, vencedor em 2017, gerente atuarial na Unimed Fesp e mestre em economia (UFRGS).

Cechin reiterou o compromisso da instituição com a criação de ferramentas, tanto nesse momento de crise sanitária e social quanto para o desenvolvimento do setor de saúde nacional. “O Prêmio é uma das provas desse esforço e do anseio de mobilizar a nossa capacidade de agregar conhecimento e estudos técnicos e convergir a produção acadêmica com a prática do mercado ao longo desses dez anos da premiação”, disse.

A importância de se gerar informação técnica e fomentar a pesquisa foi lembrada por Campino como fundamental para garantir a perenidade dos setores público e privado. “O mundo todo passa por um fenômeno de transição demográfica e consequente envelhecimento populacional. Claro que é um avanço da sociedade e da medicina, mas isso traz um aumento das despesas médicas para todos os envolvidos nessa cadeia”, aponta o professor. “Não há conflito entre os setores público e privado. A economia da saúde é importante por se debruçar em problemas reais da sociedade com implicações em diferentes âmbitos. É necessário que o país e os diversos segmentos se planejem para os impactos dessa mudança”, completou.

Além das implicações econômicas do atual cenário e da necessidade de mudança e atualização da regulação do setor e das práticas de diversos agentes envolvidos, o encontro reforçou a importância de se fomentar os estudos que envolvam o setor de saúde suplementar. “É fundamental que a academia enxergue o potencial da pesquisa para esse setor. Em termos de economia, é um segmento que agrupa 25% dos brasileiros e movimenta um grande volume investimentos, despesas e receitas”, analisou Marília.

Já Moriconi ressaltou que o setor precisa se apossar das diferentes ferramentas para ser mais forte, efetivo e resolutivo. “A economia da saúde deve ser o centro de tudo. Por meio dela é que iremos ampliar a qualidade em termos de recursos humanos e de produtividade, garantindo equilíbrio, satisfação e bem-estar de todos, sejam beneficiários, operadoras e prestadores de serviços”, concluiu.

A íntegra do webinar pode ser vista no Portal do Instituto e no seu canal do YouTube. A série de encontros continuará apresentando importantes questões para o desenvolvimento do setor de saúde suplementar nacional com transmissão ao vivo nas redes sociais da entidade.

N.F.
Revista Apólice

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