O avanço no uso da tecnologia nos últimos meses para garantir mais agilidade nas operações logísticas em todo o Brasil trouxe mais eficiência aos operadores, mas também uma nova preocupação: o aumento de ataques cibernéticos a este setor. Os hackers voltaram sua atenção para as empresas de operações logísticas e surpreenderam muitos empresários que não tinham ideia dos riscos e prejuízos que corriam por conta destes ataques.

A THB Brasil alerta para a importância dos sistemas de segurança de rede e políticas de segurança cibernética para gerenciar esses riscos. “É preciso rever e adotar novas medidas de segurança sempre que necessário, além de contratar o seguro que será uma ferramenta de transferência de possíveis perdas e prejuízos que um ataque cibernético pode causar”, diz Simone Ramos, superintendente de Portos e Logística da empresa.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, o risco cibernético está entre os cinco maiores riscos frequentes para negócios e pode causar um impacto maior do que desastres ambientais. Além da perda de informações confidenciais, que já não é a única preocupação, extorsão ou sequestro de dados, danos à imagem e paralisação dos negócios podem trazer prejuízos imensuráveis, o que tem levado as empresas a revisarem seus planos de continuidade de negócios e criarem uma política de gerenciamento de risco mais rigorosa.

Como há algum tempo atrás, os operadores logísticos não eram tão visados pelos hackers, como instituições financeiras e e-commerce, muitas empresas do setor deixaram de investir em seguros de riscos cibernéticos, o que pode impactar financeiramente na operação em caso de uma invasão/ataque. Também é comum que os empresários que já investem em tecnologia e segurança de redes acreditem estar protegidos de ataques, o que nem sempre é verdade, já que os criminosos cibernéticos estão sempre por dentro das mais avançadas tecnologias disponíveis.

Dessa forma, o seguro contra ataques cibernéticos funciona como uma ferramenta para reduzir perdas e recursos, como uma boa segurança de rede, devem ser considerados como mais um investimento de proteção da organização, ainda mais neste momento em que as companhias estão se adequando para cumprir as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em 2021 e que prevê penalidades bem rigorosas em caso de violação de dados de terceiros.

N.F.
Revista Apólice

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