No mercado de trabalho qualquer pessoa está sujeita a cometer erros, independentemente da área de atuação. Mesmo sem intenção, essas falhas podem trazer prejuízos para a empresa ou para o próprio profissional, no caso dos trabalhadores autônomos. Riscos inerentes ao ofício que, por vezes, passam despercebidos em um primeiro momento, podem trazer sérias consequências financeiras e jurídicas.

Qualquer empresa ou profissional autônomo que presta serviços a terceiros estão sujeitos a processos judiciais causados por erros na execução do trabalho. Como é impossível eliminar tais riscos, é importante incluir esse fator no planejamento financeiro. Afinal, uma reclamação (mesmo quando infundada) pode gerar despesas repentinas e não previstas, sendo que a melhor forma de evitar esse impacto é transformá-la em uma despesa previsível. Para isso, há algumas alternativas que podem trazer mais segurança à operação. Uma das opções é o Seguro de Responsabilidade Civil Profissional, que é uma proteção contra perdas e danos devidos a terceiros.

“Nenhum profissional está livre de cometer erros e se enganar ao longo de sua trajetória. É para prevenir problemas com esses eventuais deslizes que tanto empresas quanto profissionais autônomos optam pelo Seguro. Nunca planejamos ter uma reclamação de serviço e ela pode vir quando menos esperamos, às vezes com despesas e restituição de imagem. Recomendamos principalmente para quem tem um caixa pequeno, porque sem proteção uma empresa pode até quebrar”, diz Ludmila Rimkus, especialista em Linhas Financeiras da AIG Seguros.

A seguradora lançou o e-book Responsabilidade Civil Profissional: O seguro como peça fundamental para o planejamento financeiro da empresa, que conta com dicas de prevenção e as melhores práticas na gestão de riscos profissionais.

A diferença desse tipo de seguro para o de Responsabilidade Civil tradicional é o fato de estar vinculado à profissão de quem contrata. Seja para amparar a empresa ou para resguardar o profissional autônomo, existem apólices para advogados, corretores de seguros e de imóveis, engenheiros, arquitetos, agentes de viagem, profissionais de tecnologia. Estas são algumas das profissões que historicamente mais contratam esse produto.

“Temos vários produtos e a sua cobertura não precisa estar restrita a apenas uma. É possível fazer combos, tanto para pessoa jurídica quanto física”, conta Ludmila, que destaca o aumento da conscientização do mercado sobre a importância de se proteger com o seguro. “A cada ano, estamos ampliando o número de profissões cobertas, devido ao interesse crescente de diferentes segmentos, o que tem levado ao aumento do volume de prêmios emitidos”, completa a executiva.

Os dados de mercado comprovam esse crescimento. De acordo com números da Susep, entre maio de 2019 e junho de 2020 foram emitidos R$ 419.852.141,00 em prêmios, enquanto nos 12 meses anteriores o mesmo índice foi de R$ 367.230.954,00. No mesmo período, a sinistralidade teve alta de 31%: saltou de R$ 118.283.891,00 para R$ 155.022.910,00. Com isso, a relação “prêmio x sinistro” teve um leve aumento de 32,20%, em maio de 2019, para 36,92%, em maio de 2020.

N.F.
Revista Apólice

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